A cearense Francisca Karollainy Barbosa Cavalcante afirma estar vivendo uma rotina de medo e reclusão após denunciar o jogador David Luiz por ameaças, em agosto deste ano. Desde que o caso se tornou público, a jovem passou a receber ameaças constantes, especialmente de admiradores do atleta, o que a levou a sair de sua cidade natal, Senador Pompeu, no Sertão Central, para buscar abrigo em outro município por questões de segurança.
O caso veio à tona após Karollainy tornar público um suposto relacionamento com o zagueiro, atualmente jogador do Pafos FC, no Chipre. Na ocasião, ela conseguiu uma medida protetiva após alegar ter sido ameaçada pelo atleta. Desde então, passou a ser alvo de intimidações tanto nas ruas quanto nas redes sociais. A situação afetou diretamente sua vida pessoal, incluindo a rotina com o filho, e intensificou o clima de insegurança.
Além das ameaças de fãs, Karollainy também relatou ter sido intimidada por um suposto segurança de David Luiz em um hotel de Fortaleza, em julho, quando ainda estaria se relacionando com o jogador. Segundo ela, o homem a ameaçou de morte caso o romance viesse a público, chegando a exibir fotos de seus familiares. Desesperada, ela fugiu do local pelas escadas de incêndio e registrou um boletim de ocorrência. A Polícia Civil confirmou que o caso está sob investigação, tramitando em segredo de Justiça.
A defesa de David Luiz, por sua vez, nega todas as acusações. Em nota divulgada nesta quinta-feira (18), os representantes do atleta afirmam que ele nunca teve seguranças particulares, nem atualmente, nem durante suas passagens por clubes no Brasil e no exterior. O jogador também contesta publicamente que tenha tido qualquer envolvimento com Karollainy, e ingressou na Justiça com uma ação por calúnia e difamação contra a jovem.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões entre fãs do jogador e defensores da jovem. Nas plataformas digitais, Karollainy relata que ainda recebe mensagens ameaçadoras, enquanto seus perfis têm sido alvos de ataques. Apesar do cenário, ela reforça que está disposta a seguir com o processo e colaborar com as investigações.
A Polícia Civil do Ceará, por meio da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (2ª DDM) de Fortaleza, confirmou que acompanha o caso e que novas diligências estão sendo realizadas. Por conta do sigilo judicial, não foram divulgados mais detalhes da apuração. Enquanto isso, Karollainy segue longe dos holofotes, tentando reconstruir sua vida em meio ao medo e à pressão virtual.
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Fonte: gcmais.com.br











