31/05/2016 12:25 - Atualizado em 31/05/2016 12:28

Mariana Godoy, o príncipe e o futuro do Brasil

 

Em recente entrevista, nessa sexta-feira, dia 27 de maio de 2016, Mariana Godoy entrevistou S.A.I.R Dom Bertrand de Orleans e Bragança, descendente da família imperial brasileira, segundo na linha de sucessão ao trono e chefia da Casa Imperial Brasileira.

Na entrevista, foram abordados os maios variados temas, como casamento entre casais homoafetivos, a atual política do Brasil, quais perspectivas para o futuro do país e, claro, sobre a possível restauração da monarquia parlamentar brasileira. Na entrevista, Dom Bertrand deu uma verdadeira aula de história, tanto do Brasil, como internacional, desconstruindo mitos em volta da monarquia e mostrando todo seu conhecimento, o preparo de um homem que foi educado, para como ele mesmo diz "servir a nação".

Infelizmente, não foi tão bem abordado quanto deveria o tema da monarquia parlamentar, seja por falta de tempo, ou por pautas que seriam melhor colocadas em outra hora, para uma melhor explicação sobre esse regime de Governo. Um país onde boa parte da população teme que o monarca seja um absolutista e desconhece o fato do sistema presidencialista ter sido criado tendo como inspiração um rei inglês quase despótico, ou que o país já chegou a ter uma marinha temida pela Europa e ser o único país da América Latina a ter estabilidade política - durante o Segundo Reinado de D. Pedro II- é extremamente necessário, uma explicação bem ampla do tema.

Outra confusão que muitos fazem é no fato do país ser uma monarquia e isso não poder ser alterado, o que não é verdade. Assim como a forma republicana, a forma monárquica, se o povo assim quiser, pode voltar a ser uma república, ou até mesmo tirar o monarca e colocar o próximo na linha de sucessão. Dos 10 países mais democráticos do mundo 7 são monarquias parlamentares. Um dos grandes "trunfos" da monarquia, é o fato do monarca ser totalmente alheio aos conchavos políticos, não dever favores nem precisar de acordos com outros políticos para chegar ao poder, mas sim com o povo, exclusivamente o povo. Isso permite que o Primeiro Ministro governe sem interferência, o que é mais fácil acontecer tendo um Presidente de partido oposto, ou até mesmo se for do mesmo partido, podendo colaborar para a corrupção. Além disso, o monarca tem toda uma preocupação em garantir sua dinastia, o monarca que defende seu povo, está garantindo o futuro dele e de sua família, além do que, hoje sustentamos o Presidente, e os que não são mais Presidentes, a rainha Elizabeth custa metade da Presidente Dilma, atualmente afastada, sem comparar a inigualável discrepância de preparo.

Em meio a um país que entrou na república, que já nasceu de um golpe sem apoio popular, depondo um monarca amado pelo povo, que só nos trouxe golpes, instabilidade e desgraça ao povo brasileiro, a monarquia parlamentar é, no mínimo, algo para se analisar bem.