27/07/2016 16:59 - Atualizado em 27/07/2016 17:08

A MORTE DO PROFESSOR ROBSON

 

Todo profissional que ama sua profissão sonha com sua morte no exercício da atividade. É como o missionário fiel que sente a necessidade de ter cumprido sua missão: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde hoje, a Coroa da Justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia...”, segundo a lição de São Paulo (2 Timóteo 4:7-8).

O Agrônomo e Professor de Matemática, de Química e de Raciocínio Lógico, Robson Gomes Branco, aos 68 anos de idade, faleceu em Sala de Aula, em Arapiraca (AL), quando ministrava seus conhecimentos aos alunos de um cursinho pré-vestibular. O fato inesperado aconteceu na noite do dia 18 de julho de 2016, exatamente às 20 horas, quando Robson Branco teve um desmaio e, consequentemente, uma parada cardíaca. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) recebendo os primeiros socorros e, logo, encaminhado para o Hospital Regional de Arapiraca, aonde foi a óbito.

O professor palmeirense Robson Branco (filho do saudoso jornalista, professor e advogado José Delfim da Mota Branco) era formado em Agronomia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFPE), mas desenvolveu seu legado como professor e excelente educador. Marcou sua trajetória profissional com competência, bom humor, integridade, caráter, didática primorosa, alegria, solidariedade e vontade de servir aos alunos sem medir esforços. Com a perda do professor Robson Branco “a profissão de educador em Alagoas está de luto”. Na opinião de inúmeros alunos e colegas de profissão, “as aulas do professor Robson Branco eram sempre compostas por métodos práticos que facilitavam o aprendizado do aluno. O professor, saudosista e barrista, sempre destacava Palmeira dos Índios, sua terra natal, nas questões e resoluções estudadas em sala de aula”. Ele possuía o mesmo estilo de vida do seu genitor, o Professor José Branco: romântico, idealista, diplomata e refinado. Sabia contornar situações difíceis. Servidor, charmoso e encantador.

Diante de seus poucos amigos conterrâneos, ele nos falava da sua experiência como professor e da sua satisfação como pesquisador das ciências exatas. Certa oportunidade, na residência dos seus Pais, em Palmeira dos Índios, ele nos exibiu exemplares de fascículos com conteúdos de assuntos elaborados por ele sobre as disciplinas que ministrava, os quais foram encartados em jornais de várias capitais do nordeste, a exemplo do Jornal do Commercio, em Recife (PE), como suplemento acadêmico distribuído aos leitores e alunos, todas as quintas-feiras, com o título “Rumo ao Futuro”.

Porém, a notoriedade destacável do professor Robson Branco se dava nas dependências de Ginásios de Esportes de várias capitais do país, quando ele enfrentava milhares de alunos inscritos em cursinhos de pré-vestibulares, durante aulas presenciais, promovidas por Escolas Particulares ou Secretarias Estaduais de Educação. Habituado a lidar com platéias de 1 a 2 mil alunos, o professor de Matemática Robson Branco fazia uso de recursos multimídia na elaboração dos “aulões” realizados. Observava o professor de Raciocínio Lógico, Robson Branco: “Agora trabalhamos com o computador, usando animação gráfica e telão. É uma metodologia pedagógica completamente diferente do dia a dia”.

Um ex-aluno potiguar resumiu sua experiência com o professor Robson Branco: “Já fui aluno desse cara em Natal (RN). O cara é simplesmente GENIAL!” Um aluno alagoano confessou: “O melhor professor de matemática que eu já vi em Alagoas, o cara é um gênio, é tão inteligente que tem bancas examinadoras que pega as próprias questões dele”. Outro acrescentou: “Estudar com este professor genial é brincar com os números!” E um aluno de Santana do Ipanema (AL) comentou: “Estou sendo aluno dele em um curso... professor “top”. Um Professor muito inteligente!”

Ora, o professor Robson Branco soube muito bem encarar o desafio de ser um ótimo professor. Na visão desse educador, nascido em Palmeira dos Índios, que percorreu vários estados nordestinos, desde Natal (RN), o papel do professor é amar a profissão e estimular a participação dos alunos, pois não basta à transmissão do conhecimento aos estudantes, também é preciso ensinar seus alunos a prensar, a questionar, aprender a ler e entender a realidade, permitindo-lhes a reflexão e a visão crítica dos conteúdos.... Pensemos nisso! Por hoje é só.