10/10/2016 22:07

SALOMÃO, O MAIS SÁBIO DOS HOMENS

 

SALOMÃO, filho do Rei David, foi mais sábio e notável que seu pai. Não traiu, não praticou adultero, não foi desonesto, não rompeu sua aliança com Deus - o Criador dos Homens e o Grande Arquiteto do Universo. SALOMÃO, embora filho bastardo do Rei David, que foi gerado de uma relação adúltera do seu genitor com a mulher do general Urias, este enviado por Sua Majestade para o campo de batalha onde foi morto em combate, revelou-se o homem mais fascinante e importante entre os homens hebreus. Creditam-se ao Rei Salomão, filho de David, uma coleção de poesias, preces, cânticos e hinos, inspirados pelo Espírito Santo de Deus, destinados a ser lidos e cantados no culto do Templo de Jerusalém. Também se credita a Salomão os textos mais sábios de meditação e de louvor da antiga história de Israel, contidos no Antigo Testamento, os quais foram utilizados pelos profetas, por Jesus Cristo e pelos apóstolos. Diz-se que os SALMOS BÍBLICOS (cânticos e orações pronunciadas pelo povo israelita em louvor e em lamentação a Deus), em sua grande maioria são criações do Rei Salomão, em cujos textos se celebram as obras maravilhosas de Deus na criação do Universo e do Ser Humano, como, imagem e semelhança do Ser Criador. De acordo com o doutor angélico, Santo Agostinho, “nos Salmos fala a Igreja em Cristo e fala Cristo na Igreja”.

Os Salmos editados pelo Rei Salomão propõe um cântico novo da pessoa humana diante das opções terrenas do Bem e do Mal, da Felicidade e da Ruína. É fruto da Sabedoria do Rei Salomão a verdade sobre “os dois caminhos”: “é feliz quem não segue o conselho dos maus, não se detém no caminho dos pecadores, nem toma parte nas reuniões dos zombadores, mas na lei de Javé (Deus) encontra sua alegria e nela medita dia e noite”. Além do “Livro dos Salmos”, onde o Rei Salomão enaltece a confiança do justo e da confiança em Deus diante das atribulações e dos perigos na vida, também se atribui a ele o “Livro dos Provérbios” (verdadeira antologia da sabedoria do povo de Israel), em cuja coleção de citações, máximas e sentenças, que já se encontravam na boca de todos os israelitas, como sendo um patrimônio do pensamento popular, tendo como fonte primária o próprio povo. Nessa obra (de forma literária do tipo sapiencial) inserida no Antigo Testamento, Salomão reúne todos os ensinamentos dos sábios de Israel, acumulados pela tradição oral e pedagógica como lições de vida espiritual. Os “Provérbios” possuem duas partes distintas: as “antiéticas”, quando uma citação se opõe a outra (exemplo: “o salário do justo serve para a vida, o ganho do ímpio é para o pecado” (Prov. 10:16), e as “paralelas”, quando a segunda citação repete o pensamento da primeira (exemplo: “com a bondade e a fidelidade se expia a culpa, e com o temor (ou amor) de Javé se evita o mal” (Prov. 16:6). O “Livro dos Provérbios”, como ensinamento de vida pura e perfeita, atesta a grande importância dos hebreus pela Sabedoria, que se resume em um conjunto de virtudes morais que tem como fundamento o Amor de Deus, respaldado pela obediência, pela disciplina, pela prudência, pela tolerância e pela humildade. O “Livro dos Provérbios” é uma fonte inesgotável de experiência humana, como caminho da felicidade e meta a ser atingida pelos seres humanos.

Porém, não fica apenas aqui a contribuição do Rei Salomão aos povos e as nações da terra. Também, deve-se ele a obra “Livro de Eclesiastes”, que entre outras lições de vida e de relação fiel com Deus, revela o conceito de “vaidade”, entendida como incapacidade do homem de conhecer os recônditos desígnios de Deus. Em “Eclesiastes”, o Rei Salomão reflete sobre o que ele absolveu no mundo e nos homens, fazendo uso do seu método de reflexão e de sua experiência humana, como Rei e como Servo de Deus. No “Livro de Eclesiastes” destacam-se três idéias básicas: em uma análise racional da vida não se consegue achar nela um sentido verdadeiro, porque tudo é vaidade; pois Deus determina tudo o que acontece; isto porque o homem não consegue entender o que Deus estabeleceu, nem conhece o agir de Deus no mundo. Nessa obra, explicitam-se as reflexões sobre a brevidade da vida, sobre a inutilidade do cansaço, sobre a falência das relações humanas. Mas reconhece que “é preciso gozar da vida e dos bens deste mundo, porque são o único fruto que o ser humano retira de seus trabalhos”. Como adverte que “o gozo da vida também é dom de Deus”, portanto, “o ser humano deve prestar contas a Deus de seus atos e do uso que faz dos bens materiais, que não são duráveis”... Pensemos nisso! Por hoje é só.