27/10/2016 10:33 - Atualizado em 27/10/2016 10:35

A VERDADE DA DOR NO DIA DE FINADOS

 

Conheci “BUDA” aos 15 anos de idade, ao ler a obra “SIDARTA”, do poeta e romancista alemão Herman Hesse, pela Editora Record, editada em 1950. E, por falar sobre Herman Hesse é bom lembrar que ele foi um rebelde contra os poderes deste mundo, temporais e espirituais. Mas a rebelião de Hesse tem uma causa: é a paz do mundo, a externa e a interior. Sua convicção sobre o BUDISMO, não é o “Zen” Japonês, mas o Indiano – o autêntico. A vida do personagem “SIDARTA” parece com a de BUDA, onde se reconhece a doutrina da identidade de tudo que é vivo: idênticos são o pecado e a santidade, a sabedoria e a loucura e, enfim, a vida e a morte. Esta obra nasceu após Herman regressar da Índia. Seu livro/romance “SIDARTA” resultou no Prêmio Nobel de Literatura em 1946, em face de manter um interesse permanente e universal entre os leitores em todo o mundo ocidente.

A Iluminação de SIDARTA, que se fez BUDA, surgiu durante ORAÇÕES Meditativas. Sua Sabedoria ocorreu em três grandes etapas. Na primeira ele se lembrou de todas as suas encarnações passadas e teve o sentimento de que aquela vida era para ele a última. Na segunda ele compreendeu a maneira como os ciclos de reencarnações funcionam e adquiriu a certeza de que o ser humano é o desfecho de uma evolução gradual através do reino vegetal, animal e humano. Na terceira etapa ele recebeu a revelação das “Quatro Nobre Verdades”: a verdade da dor; a verdade da origem da dor; a verdade da cessação ou supressão da dor; a verdade do caminho que leva à cessação ou supressão da dor. Ora, SIDARTA GAUTAMA, conhecido como BUDA (o Iluminado), fundador do BUDISMO, viveu entre 563 a 483 antes de Cristo, na região do Himalaia (Índia). Era filho de uma família rica e teve uma vida de luxo e de poder até os 29 anos de idade. “Sidarta” desconhecia a miséria, porque sua família não permitia que ele tivesse contato com a vida fora do palácio. Mas, quando teve oportunidade de entrar em contato com a pobreza do povo e com o sofrimento humano, ele resolveu mudar radicalmente sua vida. Abandonou o palácio, deixando esposa e família, e passou a buscar explicações e soluções para o sofrimento humano. De acordo com os místicos da época, BUDA começou a ORAR e a MEDITAR até alcançar a ILUMINAÇÃO. E a partir deste momento, passou a divulgar suas experiências e seus ensinamentos. O princípio do BUDISMO é a busca pela “anulação dos desejos materiais” como meio de eliminar o “sofrimento”. Para tanto, é necessário a prática de ações e de pensamentos positivos (justos e corretos). Ele morreu aos 80 anos de idade, em Nepal (Índia).

Narram-se histórias que os “Três Reis Magos” (Belchior, Baltasar e Gaspar) que visitaram e adoraram ao menino Jesus, andavam a procura da “Reencarnação de BUDA” pelo Oriente, por isso eles eram astrólogos ou astrônomos, adeptos dos fenômenos naturais. Eles não eram “Reis”, mas sacerdotes da Religião Zoroástrica, criada na Pérsia. De acordo com a narrativa do Evangelista São Mateus, os Reis Magos viram uma Estrela e foram até a região onde nascera Jesus, o Cristo. Portanto, os Magos (sábios do Oriente) sabendo que se tratava do nascimento de um Rei, foram ao palácio do Rei Herodes em Jerusalém, na região da Judéia. Eles perguntaram a Herodes sobre o nascimento da criança. Este respondeu nada saber. Mas, o Rei Herodes alarmou-se e se sentiu ameaçado, e pediu aos “Magos” que, se o encontrassem, avisassem a ele, porque iria também adorá-lo, embora sua intenção fosse a de matá-lo.

Quanto “A Verdade da Dor”, BUDA se debruça sobre o “sofri¬men¬to” (a “Insatisfação”). Nessa primeira verdade, ele observa que não é possível ao ser huma¬no con¬quis¬tar total satis¬fa¬ção plena neste mundo e que o sofrimento é inevitável. Não é possí¬vel evi¬tar a Dor. A priori, os “sofri¬men¬tos” são internos e externos. O Sofrimento Inter¬no é aque¬le que con¬si¬de¬ra¬mos parte de nós, como a dor físi¬ca, a ansie¬da¬de, o medo, o ciúme, a sus¬pei¬ta, a raiva, etc. O Sofrimento Exter-nos é aque¬le que pare¬ce vir de fora, como o vento, a chuva, o frio, o calor, a seca, os ani¬mais selvagens, as catás¬tro¬fes natu¬rais, as guer¬ras, os cri¬mes e assim por dian¬te. O Sofrimento Interno latente é aquele que está presente nos momen¬tos mais feli¬zes: objetos se quebram, pessoas morrem, tudo enve¬lhe¬ce e se dete¬rio¬ra. O Sofrimento Interno é causa¬do por estar¬mos pre¬sos em um Mundo de Ilu¬são, constantemente mutável. No Mundo da Ilu¬são, temos pouco con¬tro¬le sobre nossa vida. Sentimos ansieda¬de, medo, insegurança, temor e impo¬tên¬cia à medi¬da que vemos tudo se transforman¬do de um dia para o outro... Pensemos nisso! Por hoje é só.