03/08/2016 07:57 - Atualizado em 03/08/2016 07:58

Arapiraca: A nociva continuação do poder

 

Chega a ser nociva a presença maciça do poder público em ano eletivo, no mínimo injusta, as obras transbordam a sociedade em seus espaços esquecidos e só lembrados nesse período pré-eleitoral, fugas das alcovas e gabinetes proliferam em demasia, deixando os carentes do estado em uma euforia endêmica, mas a epidemia de serviços prestados em, talvez, uma preocupação ludibriar o povo, só é importante às vésperas de eleição. Essa proliferação, as cegas, não enxerga que o povo está vacinado, portanto, essa embriagues política pode não os infectar, tornado os malabarismos, antigos vícios e ações de grupos detentores do poder, sem efeito nas eleições municipais deste ano.

O que é está a vinte anos provando de um remédio que não faz mais efeitos governamentais? O que é estar em plena consciência de mudança e ser bombardeado por informações, escritas ou faladas, que é uma tentativa de convencer que o povo, já esquecido, agora será lembrado? Quantas vezes o pré-candidato escolhido pelo governo municipal e estadual se dedicou ao povo, visitando os desassistidos periféricos? Quais dos seus projetos foram de relevância ao povo de Arapiraca? E o povo, o que enxerga nessa pandemia de popularidade por parte do município em tornar uma pessoa introvertida, recatada e fechado em popular?

Ressoa em cada bairro e povoado, em cada esquina e rua, em lares e pessoas o desejo de mudança. O povo é órfão da sinceridade de propósitos. E o engessamento, a fixação de apenas um grupo político nas gestões públicas, além de ferir o desenvolvimento local, é nociva à sociedade, lhe atrofia, lhe enrijece e lhe torna estérea, facilita a morte dos questionamentos políticos e beneficia uma minoria que, de todas as maneiras, buscam insanamente sua perpetuação no poder. A Continuidade é nociva à sociedade e hoje respinga na saúde com o cancelamento dos atendimentos pelo SUS na Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora de Fátima.