16/03/2015 20:13 - Atualizado em 24/03/2015 15:13

Velhos Vícios


Os caciques locais ainda rodeiam as urnas, agora eletrônicas, com as armas assistencialistas e suas amnésias temporárias, pós-eleição.
 

A velha política caducou, não há mais nada para oferecer, estancaram no assistencialismo e protecionismo político, no comodismo e no vício dos seus adeptos e eleitores fiéis aos favores pessoais. Os chefes de grupos políticos praticam a despolitização, a desinformação dos direitos humanos e sociais.

Serviços essenciais, que por lei a obrigação é do estado, ele não os oferecem, enquanto são desviados por aproveitadores. Assim quando o cidadão precisa do serviço, não é do estado que ele recebe e sim do espertalhão que desviou do próprio povo para entregar a ao povo o que é dele mesmo, para que o carente lhes deva e pague com o voto. A velha política ainda resiste e é exercida com fervor e devoção. Nesse universo, os ásperos guerreiros do sistema e os zumbis assistidos, formam uma barreira intransponível em sua cruel ascensão ao poder. Os caciques locais ainda rodeiam as urnas, agora eletrônicas, com as armas assistencialistas e suas amnésias temporárias, pós-eleição.

Em datas comemorativas! Os festivais de cestas básicas e as distribuições de peixes ao povo faminto, induzem e conduzem uma geração ao vício da esperar de uma caridade contínua. Roubam-lhes o poder de agir com suas próprias mãos e tiram-lhes a vontade de vencer. A indústria da fome é milionária e os exércitos de famintos se multiplicam. Nos seus rostos o semblante do desespero; na cabeça uma dor quase esquecida; e nas mãos sacolas que lhes garantem alguns dias sem fome.

Mas a fome que eles carecem não é apenas de comida, outros alimentos nutrem os homens e mulheres, outros nutrientes que fortaleçam a dignidade humana. Outros nutrientes e não apenas rações periódicas, tapinhas nas costas e sorrisos frouxos.