06/05/2019 11:57

A afetividade e a construção da auto-estima: Um direcionamento para as organizações

 

O ser humano é um ser social e vive em constante adaptação ao meio em busca da satisfação e estabilidade pessoal ao mesmo tempo em que prezar as relações com os outros seres. Diante das mudanças culturais e morais das sociedades hodiernas, a estabilidade emocional, muitas vezes não encontrada no meio, necessita cada vez mais de ser criada pelo próprio indivíduo, que num processo de auto-reflexão e adaptação, busca a satisfação afetiva.

Segundo o psicólogo Nathaniel Branden, Diante do colapso do consenso cultural, da falta de modelos de papéis dignos, das poucas coisas públicas que inspirem nossa fidelidade, e das rápidas e desorientadoras mudanças que são a feição permanente de nossa vida, é perigoso não saber confiarmos em nós mesmos.

As bases para a formação da auto-estima são definidas tanto por fatores internos, aquilo que o indivíduo pensa, realiza ou acredita, quanto por fatores externos, todas as experiências vividas socialmente. A importância do desenvolvimento da auto-estima para a vida humana pode ser justificada pelo fato de que dependemos do uso apropriado da consciência para sobreviver e dominar o meio em que vivemos e que o uso correto dessa consciência não é habilidade nata, e sim construída sob uma responsabilidade social

Da mesma forma que “Ligações afetivas iniciais formam a base para os sentimentos de ser amado, valorizado e são necessárias para a auto-imagem”. Por conseguinte, a auto-estima e a auto-imagem são dimensões subjetivas bem próximas e integralmente fundamentadas sobre o mesmo alicerce, em suma, os tipos de interações sociais que os indivíduos estabelecem entre si.

Com base em conhecimentos vindos da Psicologia Moderna há uma ênfase na estreita ligação entre a subjetividade e volatilidade do sujeito e a auto-estima satisfatória direcionando a uma reflexão sobre as condutas e comportamentos passíveis de reconhecimento e abnegação que podem influenciar a auto-estima saudável.

Portanto, a consciência é a mais nobre manifestação da vida humana, pois possibilita perceber os aspectos que formam a realidade e pensá-los abstratamente. Sob este fundamento pode-se dizer que estar consciente é compreender que todas as influências do meio físico, cultural, social, econômico, político e espiritual afetam e exigem ações, propostas e tomadas de decisões urgentes.