29/02/2016 15:20 - Atualizado em 29/02/2016 15:29

Opa!!! Até que fim ano de eleições municipais

 

Transitando pela cidade, me deparei com uma sena inusitada, vários homens trabalhando no recapeamento das vias urbanas, fato normal e corriqueiro numa cidade em desenvolvimento, mas o que me chamou a atenção foi que ao lado havia um grupo de senhores bem trajados tomando aquele solzão na cara, pensei com meus botões tem algo por trás deste súbito lapso de cidadania de nossas ditas elites, mas em seguida avistei um grupo de jornalistas com câmera e tudo mais. Neste momento ao ver aquele fato que é logico de divulgação “autopromoção”. Lembrei-me que estamos em ano de eleições municipais.

Ano do velho e bom tapinha nas costas, das visitas residências, daquela cestinha básica, de renovar aquelas velhas promessas, daquelas verdadeiras procissões aonde vai o bondoso senhor na frente e a plebe o aparando com todo zelo, aquela velha garrafinha de álcool no carro para esterilizar as mãos contaminadas pelos germes do povo “eleitor”, das reuniões de bairros, do tijolinho, do cimento, do dinheiro para pagar o pedreiro, etc.

Em contrapartida é o ano do esquecimento, onde nunca existiram: o atraso de salários, as filas nos postos de saúde, as faltas de médicos de remédios, os buracos nas ruas, as rescisões dos contratos da gestão anterior, as promessas não compridas. Um verdadeiro mal de Alzheimer coletivo, direcionado por um discurso positivista e manipulador, daqueles que estão com o poder nas mãos e faram de tudo para mantê-lo, onde denúncias e discursos realistas da suposta oposição não surgem efeito, pois o povo imediatista se conforma com o pouco que lhe é oferecido, “é claro” não tirando aqui o mérito dos cidadãos, pois o pensamento crítico raramente anda junto com a fome e a falta das necessidades básicas. Dessa forma quem está com o poder nas mãos tem as ferramentas necessárias para se manter por décadas, tornando-se verdadeiro donos da verdade e senhores de seu povo, como vemos década após década uma ou duas famílias dividindo o poder e formando verdadeiros reinados.

Embora oficialmente o período eleitoral ainda não tenha começado, podemos observar com frequência notícias e panfletos promocionais onde imagens desgastadas são deixadas de lado e figuras que recentemente simplesmente inexistiam ou eram coadjuvante, sem valor algum de barganha, surgirem quase que por milagre no senário político como grandes empreendedores e empenhados no desenvolvimento da cidade. Em quanto isso nomes já conhecidos permanecem inertes, situação proposital, pois ainda é cedo e muitos acordos surgiram, assim aguardam condições mais favoráveis para expor seus nomes ou apoiar outros.

Não estou aqui querendo ser pessimista, são palavras ingênuas, mas permeadas de realidades, pois é claro e notório que os líderes de hoje são os mesmos de décadas atrás, alternando-se apenas de gênero, mas nem tudo está perdido, tomemos as rédeas de nossos destinos, a evolução é lenta, mas continua, devemos procurar novos nomes que possam nos representar e que não estejam comprometidos com acordos feitos na calada da noite e principalmente que não sejam oriundos dessas velhas famílias que se perpetuam no poder. Não vou aqui romantizar o tema pois não há um nome ou uma pessoa perfeita, mas a mudança é necessária pois essa ideologia de uma ou duas famílias se manterem a frente do poder público, é que estar deturpando nossa visam de democracia.

Ainda é importante salientar que toda e qualquer conquista surge do clamor popular e não devemos nada a político algum, pois eles foram eleitos com o nosso voto e recebem um salário, “diga-se de passagem”, bem gordinho para trabalhar em nosso favor e se foram honestos não fizeram nada mais que sua obrigação e se não foram tratam-se de um simples, ladrão oportunista como muitos outros infiltrados na vida pública, que nos ludibriaram para conseguirem nosso apoio e voto.