A morte da estudante Gabrielly Moreira, de 16 anos, segue cercada de dúvidas e comoção no município de Pedra Branca, no interior do Ceará. A jovem foi encontrada sem vida na madrugada da última sexta-feira (19), em uma casa em construção, após sair com amigos para um bar. Segundo laudo preliminar da Polícia Forense, havia presença de alimento preso à traqueia da adolescente, o que pode indicar um possível engasgo, embora essa hipótese ainda não esteja confirmada. O documento também descartou sinais de agressão sexual ou violência física direta.
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Gabrielly era uma figura bastante conhecida e admirada na cidade. Estudante do ensino médio na Escola Elza Gomes Martins, ela também trabalhava como modelo e tinha participado de eventos tradicionais da região. Em 2024, foi coroada Rainha da Cavalgada dos Vaqueiros, após ter conquistado o título de Princesa no ano anterior. A jovem também estava fazendo curso de cortes de cabelo masculinos, demonstrando versatilidade e dedicação aos estudos e à vida profissional.
Na noite do ocorrido, Gabrielly saiu com uma amiga de 18 anos e dois adolescentes para um bar da cidade. Horas depois, seus pais foram surpreendidos pela notícia, quando os colegas da jovem bateram à porta avisando que ela havia passado mal. Ao chegarem ao local indicado – uma casa em construção –, encontraram a filha sem vida, já sendo atendida por uma equipe do Samu, que apenas pôde constatar o óbito.
A versão oficial, no entanto, é colocada em dúvida pela família. Segundo Hércules, tio da jovem, o corpo de Gabrielly apresentava escoriações nas mãos e no rosto, além de hematomas roxos e um possível afundamento no crânio. Ele afirma ainda que a Polícia Militar chegou a ser acionada no momento, mas não havia viatura disponível para atendimento. A Guarda Municipal e a Perícia Forense foram os únicos órgãos que compareceram ao local do incidente.
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A amiga que acompanhava Gabrielly apresentou versões contraditórias sobre o que teria acontecido naquela madrugada. Em uma das versões, relatou que a jovem passou mal de repente e caiu. Em outra, teria ouvido uma discussão entre Gabrielly e um dos rapazes, seguida de um barulho forte. Esses relatos contraditórios aumentam o mistério sobre os últimos momentos da adolescente e fortalecem a desconfiança dos familiares quanto à hipótese de morte acidental.
A Prefeitura de Pedra Branca emitiu nota de pesar, lamentando profundamente a morte de Gabrielly, que era conhecida por sua alegria e carisma. “Gaby ficou marcada na história do nosso município pela sua participação e destaque nas cavalgadas. Sua presença sempre foi sinônimo de alegria, tornando-se um exemplo para a juventude”, afirmou a administração municipal. A escola onde ela estudava também se manifestou: “Gabrielly fará eternamente parte da história da nossa escola, sendo lembrada pelo carinho, alegria e dedicação”.
Enquanto a cidade se despede da jovem com homenagens e manifestações de luto, a família aguarda com angústia a conclusão dos laudos restantes e das investigações. Para eles, ainda há muitas perguntas sem resposta. A Polícia Civil afirma que está ouvindo testemunhas e analisando os resultados periciais antes de chegar a uma conclusão definitiva sobre o caso que abalou Pedra Branca.
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Fonte: gcmais.com.br











