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Moradores de Fortaleza registram queima de fogos por vários bairros da cidade; saiba o motivo

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Moradores de Fortaleza registram queima de fogos por vários bairros da cidade; saiba o motivo

Uma intensa queima de fogos de artifício chamou a atenção de moradores de Fortaleza em diversos bairros da cidade na noite desta segunda-feira (15). A ação foi organizada por membros de uma facção criminosa de origem carioca. A celebração, segundo apuração da reportagem, teria sido motivada pela suposta tomada de controle da comunidade do Lagamar pelo grupo. Moradores registraram vídeos mostrando fogos em regiões como Parangaba, Maraponga, Vila União, Pio XII e até na cidade vizinha de Maranguape.

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A ação teria sido articulada por meio de redes sociais, onde membros do grupo combinaram de soltar fogos às 19h, como forma de proclamar o domínio sobre o novo território. Em um vídeo divulgado anteriormente, é possível ver indivíduos apagando pichações com as iniciais de uma facção rival nos muros do Lagamar, o que reforçou a suspeita de invasão. A Polícia Militar foi acionada por moradores apreensivos, realizou abordagens e revistas, mas até o momento não há confirmação oficial sobre a troca de controle do bairro nem registros de prisões.

A escalada da violência está diretamente ligada à disputa territorial entre facções criminosas. A tensão crescente se intensificou com a guerra no bairro Vicente Pinzón. A origem do conflito foi um racha interno na facção cearense Guardiões do Estado (GDE), que controla o tráfico na região, cercada por áreas estratégicas como Mucuripe, Cais do Porto e Praia do Futuro.

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Com o enfraquecimento da GDE após a deserção de alguns de seus membros, o Comando Vermelho (CV), facção com origem no Rio de Janeiro, aproveitou para atacar e tentar tomar um dos últimos redutos dos Guardiões do Estado na capital cearense. Esse movimento teria impulsionado a expansão do CV em outras áreas de Fortaleza, como o próprio Lagamar, onde o controle ainda é alvo de disputa.

A situação no Vicente Pinzón provocou um aumento significativo no número de homicídios, forçando a Polícia a manter uma operação permanente no local. Entretanto, essa concentração de esforços no bairro acabou deslocando a atuação das facções para regiões próximas, como o Papicu, que também registrou aumento da violência nas últimas semanas. O cenário de tiroteios quase diários chegou a suspender as aulas em escolas públicas da região.

O Portal GCMAIS procurou a Secretaria da Segurança Pública sobre o episódio registrado nesta segunda-feira (15) e aguarda resposta.

 

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Fonte: gcmais.com.br