O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) concluiu nesta quinta-feira, 18, o julgamento dos dois primeiros acusados pela chacina da Sapiranga, que vitimou seis pessoas em Fortaleza, no Natal do ano de 2021. Nilson Lima Nogueira Filho foi condenado a 295 anos e cinco meses de prisão, enquanto Vinícius Rian Inácio da Silva recebeu pena de 262 anos. As sentenças foram determinadas em regime fechado e os réus não poderão recorrer em liberdade.
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Nilson já se encontra preso e continuará cumprindo a pena em regime fechado. Já Vinícius permanece foragido da Justiça. Ambos foram condenados pelos crimes de seis homicídios consumados, cinco tentativas de homicídio, envolvimento em organização criminosa e corrupção de menores. A diferença nas penas se deu pelo fato de Vinícius ter menos de 21 anos à época dos crimes, o que é considerado atenuante segundo o Código Penal Brasileiro.
A decisão judicial acolheu integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), que apontou a premeditação dos assassinatos, o motivo torpe e a impossibilidade de defesa das vítimas como agravantes. Os crimes ocorreram de forma brutal, e as investigações indicaram que os réus pertencem a uma facção criminosa atuante na região.
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Nilson e Vinícius são os primeiros a serem julgados entre os 23 denunciados no caso. O julgamento dos demais réus ocorrerá quando não houver mais possibilidade de recursos sobre a sentença de pronúncia, que é a etapa processual que define o envio dos acusados a júri popular. A chacina da Sapiranga gerou grande comoção e é um dos episódios de violência mais marcantes da capital cearense nos últimos anos.
O crime
A chacina ocorreu na madrugada do dia 25 de dezembro de 2021, em uma festa de Natal no bairro Sapiranga, em Fortaleza. Seis pessoas foram mortas e cinco ficaram feridas. Conforme as investigações, o crime ocorreu após duas chefias de uma facção que atuava na comunidade da Fronteira, Raí César Silva Araújo (vulgo “Jogador”) e João Ricardo Sousa da Silva (vulgo “Das Facas”) migrarem para outro grupo criminoso. Os dois uniram-se aos outros réus para executar todos aqueles que decidiram permanecer na facção anteriormente comandada por Raí e João Ricardo. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público em 20 de janeiro de 2022.
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Fonte: gcmais.com.br











