O Ceará se destaca nacionalmente como referência em transplantes de fígado, com 120 procedimentos realizados entre janeiro e julho deste ano, segundo a Secretaria da Saúde do Estado. Apesar do avanço, o principal obstáculo ainda é a decisão pela doação. Atualmente, 147 pacientes aguardam na fila por um novo fígado, muitos deles vindos de outros estados, justamente pela excelência e estrutura da rede cearense. “O número de doadores e de transplantes no Ceará está sempre acima da média nacional. Por isso, pacientes de outras regiões também procuram nosso estado”, afirma Eliana Régia Barbosa, orientadora do Centro de Transplantes do Ceará.
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A universitária Ana Carolina Lourenço é uma das pacientes transplantadas e símbolo da importância da doação. Diagnosticada com hepatite autoimune aos 15 anos, ela passou por dois transplantes de fígado após complicações. Hoje, ela vive com saúde e gratidão. “Aqui no hospital é uma casa de mãe que abre a porta para quem entrar. Quem estiver precisando, é só bater que eles abrem. E assim foi comigo”, diz emocionada. A médica hepatologista Camilla Bastos reforça a importância de alertar sobre as hepatites, especialmente as virais, que muitas vezes são silenciosas. “Quando o fígado começa a alarmar, geralmente já é um processo avançado. E as hepatites A, B, C, D e até E podem levar à necessidade urgente de transplante”, explica.
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Além dos números e dos dados clínicos, o transplante carrega histórias de solidariedade e esperança. É o caso da influenciadora cearense Maria Sofia, que faleceu após complicações de um transplante, mas cuja trajetória virou símbolo de mobilização.
O Grupo Cidade de Comunicação apoia uma campanha com o nome dela, um chamado à doação de órgãos. “Acho que falar sobre transplante é difícil porque a gente fica sem palavras. O ‘sim’ da família do doador me trouxe de volta, como trouxe outros também. Isso salva vidas”, afirma Ana Carolina. Em meio à dor da perda, um gesto de amor pode transformar destinos.
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Fonte: gcmais.com.br











