O escritor e cronista Luis Fernando Verissimo morreu neste sábado (30), aos 88 anos, em Porto Alegre (RS). O autor estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Moinhos de Vento, na capital gaúcha. Natural de Porto Alegre, onde nasceu em 26 de setembro de 1936, Verissimo enfrentava há anos complicações de saúde, entre elas a doença de Parkinson, sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido em 2021 e problemas cardíacos.
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Na velhice, fragilizado pelos problemas de saúde, o escritor falava sobre a morte com a mesma leveza e ironia que marcaram sua obra. Em entrevista à Folha de S.Paulo, em 2011, declarou:
“A morte é uma injustiça, essa é a melhor descrição. Mas a gente tem de conviver com isso.”
Na mesma ocasião, refletiu sobre os efeitos da idade:
“A gente vai ficando mais lento de pensamento. Nesse sentido, estou sentindo a velhice. Mas aí é tentar aproveitar a vida da melhor maneira. Enquanto der para aproveitar a nossa neta, ir ao cinema, viajar, a gente vai levando.”
Dois anos depois, em 2013, ao deixar o hospital após ser internado por uma gripe que evoluiu para infecção generalizada, voltou a abordar o tema com humor característico:
“A morte é uma sacanagem. Sou cada vez mais contra.”
Carreira
Luis Fernando Verissimo foi um dos escritores mais populares e influentes do Brasil, conhecido principalmente por suas crônicas repletas de humor, ironia e crítica social. Nascido em 26 de setembro de 1936 em Porto Alegre, ele era filho do renomado escritor Érico Verissimo. Passou parte da infância nos Estados Unidos, onde seu pai lecionava, e desenvolveu desde cedo uma paixão por jazz, chegando a tocar saxofone. Retornou ao Brasil em 1956 e iniciou sua carreira como artista gráfico na Editora Globo, além de participar de um conjunto musical conhecido como Renato e seu Sexteto.
Em 1962, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como tradutor e redator publicitário, e casou-se com Lúcia Helena Massa, com quem teve três filhos. De volta a Porto Alegre em 1967, começou a trabalhar no jornal Zero Hora como revisor e, a partir de 1969, passou a assinar sua própria coluna diária, abordando temas diversos como esporte, literatura, cinema, música, política e comportamento, sempre marcado por seu estilo irônico e bem-humorado.
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Além das crônicas, Verissimo escreveu contos, romances, peças de teatro, roteiros para televisão e criou personagens marcantes, como Ed Mort e o Analista de Bagé. Em 1973 lançou seu primeiro livro, “O Popular”, e consolidou-se no cenário nacional com publicações como “A Grande Mulher Nua” (1975) e as séries “Comédias da Vida Privada” e “Comédias da Vida Pública”. Sua obra é reconhecida pela crítica e pelo público, com adaptações para televisão, traduções para vários idiomas e milhões de exemplares vendidos.
Ao longo da vida, Verissimo também foi publicitário, cartunista, músico e tradutor, destacando-se como uma figura multifacetada da cultura brasileira. Sua escrita combinava leveza e profundidade, conseguindo humorizar a vida cotidiana enquanto fazia críticas sociais agudas. Ele faleceu em 2025, aos 88 anos, deixando um legado literário que marcou várias gerações de leitores.
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Fonte: gcmais.com.br