A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (17), a Operação Eurocyber, que investiga a atuação de criminosos em um esquema de fraudes bancárias englobando Brasil e Europa, com prejuízo que ultrapassa os R$ 35 milhões. As ações são realizadas em cooperação entre a PF no Ceará e no Maranhão.
Conforme informado, as investigações miram o chamado núcleo técnico do grupo criminoso investigado na Operação Eurogolpes, que foi deflagrada em junho de 2024.
A Eurogolpes teve início a partir de comunicações feitas por organismos de segurança e instituições bancárias europeias (Europol Portugal/Espanha), encaminhadas à PF, por meio de cooperação policial internacional. Esses repasses relatavam ataques cibernéticos que para comprometer contas bancárias, por meio de páginas falsas e técnicas de engenharia social. A investigação também apontou a existência de movimentações suspeitas no território brasileiro.
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O prejuízo total das fraudes investigadas supera os € 7 milhões, valor equivalente a mais de R$ 35 milhões, com foco principal em contas bancárias de clientes em Portugal e Espanha.
O aprofundamento das investigações permitiu a identificação de um novo alvo estratégico: o operador técnico do esquema. Ele é apontado como o responsável pelo desenvolvimento das ferramentas de fraude, incluindo páginas de phishing e sistemas para coleta de dados bancários e pessoais de vítimas, além da comercialização dessas informações sensíveis.
O investigado mantinha comunicação direta com o núcleo financeiro da organização e recebia pagamentos pelas atividades por meio de contas bancárias e criptoativos.
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Na operação da manhã desta quarta-feira (17), foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão no estado do Maranhão, nos municípios de Imperatriz e Sítio Novo. A ação teve como foco principal a apreensão de dispositivos eletrônicos, mídias, computadores, hardwallets, dinheiro em espécie, documentos e bens de alto valor que possam ter sido adquiridos com os recursos das fraudes.
Os materiais apreendidos serão submetidos à análise técnica. A investigação pode ainda identificar outros envolvidos, a partir da continuidade das apurações, segundo a PF.
Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e de organização criminosa transnacional, além de possíveis delitos de estelionato eletrônico ou furto mediante fraude. As penas somadas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.
As diligências seguem em curso, com a cooperação entre unidades da Polícia Federal no Ceará e no Maranhão.
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Operação Eurogolpes, da PF, deu base para as apurações que identificaram fraudes bancárias internacionais em 2025
No âmbito da Operação Eurogolpes, deflagrada no ano passado, as investigações apontam atuação dos criminosos em Portugal e na Espanha. A Polícia Nacional da Espanha informou à Polícia Federal que cidadãos brasileiros estavam envolvidos na ativação de quantias significativas de uma espécie de cartão presente que pode ser convertido em Bitcoins.
Em paralelo a isso, a Polícia Portuguesa realizou uma operação própria que resultou em dezenas de buscas domiciliares e prisões preventivas contra 26 indivíduos, majoritariamente brasileiros, suspeitos de fraudes bancárias, causando um prejuízo estimado de 7 milhões de euros a clientes portugueses.
As análises indicavam que o grupo criminoso identificado pela Polícia Espanhola estaria conectado ao grupo investigado pela Polícia Portuguesa. Utilizando-se da estrutura no Brasil, especialmente em São Paulo e no Ceará, a organização lavava os recursos ilícitos obtidos nos dois países.
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Fonte: gcmais.com.br











