A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), por meio do Centro Inclusivo de Atendimento para o Desenvolvimento Infantil (CIADI), passou a disponibilizar musicoterapia para crianças e adolescentes neurodivergentes. A iniciativa tem transformado a vida de pacientes e famílias, unindo música e terapia em um processo que favorece comunicação, expressão e desenvolvimento social.
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O pequeno Anderson, de 10 anos, diagnosticado com síndrome de Down, é um exemplo dos resultados alcançados. Sua mãe, Gerlane da Silva, contou sobre as mudanças após o início do tratamento. “Ele entrou aqui com seis anos. Era agressivo, ele não tinha paciência com nada. Ele gosta muito de música e eu sempre pensei que a música ia ajudar. O desenvolvimento dele foi maravilhoso. Ele agora tenta cantar, ele tá tentando assoviar”, relatou emocionada.
Segundo o musicoterapeuta Rodrigo Félix, a prática vai além do aspecto recreativo. “Crianças que tinham dificuldades em participar de festas de aniversários, de passear em shopping por conta dos ruídos, dos barulhos, dentro das intervenções do processo musicoterapêutico passam a ter melhora no processamento auditivo”, explicou. Ele destacou ainda que a musicoterapia surgiu no pós-guerra, quando os benefícios da música começaram a ser percebidos em pacientes hospitalares.
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A orientadora da célula TEA-CIADI, Maria Luísa Melo, reforça o impacto do tratamento no cotidiano das famílias. “Através da musicoterapia, essa criança desenvolve expressão, afeto e também o comportamento. E a gente reafirma o compromisso de um atendimento humanizado, técnico, que traga cada vez mais qualidade para a vida dessas crianças e famílias que aqui buscam o serviço a cada dia”, destacou. Atualmente, cerca de 40 pacientes recebem acompanhamento pelo programa.
A psicóloga Elávia Oliveira ressaltou os avanços obtidos na integração entre as áreas. “A gente tem visto esse êxito nessa junção da musicoterapia com a psicologia, trabalhando civilidades, interação com pares, emoções deles poderem se expressar através da música. Esse momento de interação é prazeroso para eles e traz resultados significativos”, afirmou.
Reconhecida como profissão no Brasil, a musicoterapia exige formação específica e registro profissional. Para Elávia, o método amplia possibilidades de desenvolvimento. “A musicoterapia vai para além do processo terapêutico. As crianças, tanto com TEA quanto com T21, têm uma interação mais envolvida com a música. Trabalhamos percepção corporal, técnicas de relaxamento e habilidades comportamentais. É uma forma de potencializar capacidades e tornar a terapia mais humanizada”.
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Fonte: gcmais.com.br











