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Briga entre jogadores do Fortaleza e vizinhos em condomínio de luxo: o que se sabe sobre o caso

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Briga entre jogadores do Fortaleza e vizinhos em condomínio de luxo: o que se sabe sobre o caso

Um novo vídeo trouxe mais detalhes sobre a briga envolvendo jogadores do Fortaleza e moradores de um condomínio de alto padrão no município do Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), ocorrida na virada do ano. As imagens mostram momentos anteriores ao início das agressões e ajudam a reconstituir parte do que aconteceu na noite do último dia de 2025.

O primeiro registro, divulgado inicialmente nas redes sociais, mostra o confronto físico já em andamento, com várias pessoas envolvidas na confusão. As imagens indicam uma briga generalizada dentro do condomínio, com empurrões, socos e gritos. Ao todo, nove pessoas teriam participado da confusão, entre elas os jogadores argentinos do Fortaleza José María Herrera, Eros Mancuso e Tomás Pochettino.

A partir desse primeiro vídeo, surgiram versões diferentes sobre o que teria motivado a briga. Um morador do condomínio procurou a imprensa no dia 1º de janeiro e afirmou ter sido agredido após reclamar do som alto na residência onde os atletas comemoravam a virada do ano com familiares e amigos. Segundo ele, o barulho estava incomodando o filho recém-nascido, que não conseguia dormir. Ainda de acordo com o relato, depois da reclamação, ele teria sido cercado e espancado com socos e chutes dentro do condomínio. O homem também afirma que uma criança da família foi ferida com uma mordida no nariz durante o tumulto.

Novo vídeo mostra momentos antes da briga

Um segundo vídeo, obtido pela equipe de produção da TV Cidade Fortaleza, revela o que teria acontecido pouco antes das agressões. O registro foi disponibilizado por um morador e mostra o início da discussão. Nas imagens, é possível ver um dos jogadores tentando apaziguar a situação. Também é possível observar que vizinhos entram no imóvel ocupado pelos atletas antes do início da briga física.

O conteúdo reforça que houve uma discussão prévia, com troca de acusações e tensão crescente, até que a situação saiu do controle. As imagens ainda estão sendo analisadas pelas autoridades.

Versão do jogador

Após a repercussão do caso, o lateral Eros Mancuso se pronunciou nas redes sociais e negou que tenha iniciado as agressões. Segundo ele, a confusão começou quando um homem teria ido até a casa onde ele estava comemorando com familiares e amigos.

“Na virada de ano, enquanto estive em casa com família e amigos, fui surpreendido com xingamentos por um homem nitidamente fora de si, conscientemente e fisicamente”, escreveu.

Mancuso afirmou que o vizinho teria feito ofensas pessoais e tentado humilhar os convidados. “Os xingamentos eram sobre minha honra e meu trabalho, além de tentativas de diminuir as pessoas que estavam comigo”, relatou.

Ainda segundo o jogador, mesmo após tentativas de ignorar a situação, o homem teria insistido na confusão. “Com outro rapaz, veio até minha casa, ingressou e arrombou uma das portas e ameaçou todo mundo. Tentamos retirá-los, mas partiram para agressões físicas com um dos convidados e tivemos que chamar a polícia para conter todo o problema”, afirmou.

O atleta disse que todos que estavam com ele passam bem e informou que registraria boletim de ocorrência. “Estou bem, assim como familiares e amigos. Obrigado pelas mensagens de preocupação e não devo mais falar sobre o caso”, concluiu.

Atuação da polícia e investigação

Vídeos que circulam nas redes sociais também mostram a presença de agentes da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), da Guarda Civil Municipal de Eusébio, no condomínio logo após a confusão.

A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar o suposto crime de lesão corporal e esclarecer as circunstâncias da briga. A ocorrência já foi registrada e a vítima passou por exame de corpo de delito, etapa que antecede a formalização do inquérito.

O Fortaleza Esporte Clube informou que acompanha o caso de perto e que presta suporte jurídico ao atleta, afirmando confiar no trabalho das autoridades para esclarecer os fatos.

Tanto o jogador quanto o denunciante ainda devem ser ouvidos formalmente pela Polícia Civil. A investigação poderá definir se haverá indiciamento dos envolvidos por lesão corporal ou outros crimes relacionados ao episódio.

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Fonte: gcmais.com.br