Com o aumento das temperaturas, cresce também o número de pessoas diagnosticadas com infecção urinária. O calor intenso favorece situações que aumentam a predisposição ao desenvolvimento da doença, como a desidratação, o uso prolongado de roupas molhadas, o suor excessivo, o baixo consumo de água e o excesso de atividade física. Nesse período, é comum que mais pessoas frequentem praias e piscinas, o que exige atenção redobrada com hábitos de higiene e hidratação para evitar complicações de saúde.
A jornalista Nina Ribeiro enfrentou um quadro de infecção urinária que evoluiu para pielonefrite, uma infecção que atinge os rins. Com febre persistente, ela precisou ser internada após exames indicarem agravamento do quadro. “Lá na emergência me informaram: você está com uma creatinina, as taxas do exame de sangue alterados, e isso demonstra para a gente que a sua infecção já está alta. Já está no rim, então você vai precisar ficar internada. E aí fiquei internada alguns dias, passando toda essa preocupação também, a gente fica preocupado, tomando medicação na veia, então foi um período bem chatinho.”
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O médico uro-oncologista Emanuel Veras explica que as mulheres têm maior predisposição à infecção urinária, por fatores hormonais e anatômicos. Ele ressalta que o problema não deve ser negligenciado, já que uma infecção simples pode evoluir para quadros mais graves. “Didaticamente, nós separamos as infecções urinárias, infecção urinária do trato urinário baixo, que isso acomete mais região de bexiga, uretras… Mas também podemos ter as infecções urinárias do trato urinário alto, acometendo o rim, podendo gerar infecções febris do que nós chamamos de Pyelonephritis, e essas gerarem quadros infecciosos graves, podendo gerar urocele. E, eventualmente, levar pacientes até ao óbito.”
O especialista também alerta para os riscos das infecções de repetição, principalmente em pacientes com pedras nos rins ou outras comorbidades. “E alguns pacientes que têm quadros de infecções de repetição. Por exemplo, às vezes pacientes que têm acometimento de pedras nos rins e que não cuidam, podendo ter quadros infecciosos de repetição renais, isso pode gerar cicatrizes no rim e gerar até mesmo insuficiência renal, doença renal. Portanto, nós podemos ter vários padrões de complicações e de evoluções decorrentes da infecção urinária”, explica ele à equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza.
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Como forma de prevenção, Emanuel Veras destaca a importância da hidratação e da higiene. “Um dos principais mecanismos de defesa de prevenção contra a infecção urinária é urinar. Então temos de ingerir mais líquidos, para que nós aumentemos a produção de urina e urinemos mais. Além disso, os cuidados com a higiene. Muito tempo com aquela roupa molhada, úmida, nesse nosso ambiente quente… Sempre após as relações sexuais urinar, já ter o cuidado com a higiene. E aqueles pacientes que têm comorbidades, alguns problemas de saúde que podem afetar a questão imunológica, ter o controle desses problemas de saúde, como pacientes com diabetes e algumas outras doenças que acabam prejudicando a questão da imunidade.”
Após a internação, Nina Ribeiro precisou mudar hábitos para preservar a saúde e evitar novos episódios. “Tomo muita água, esse cuidado com sal também, tenho que ter cuidado com os alimentos muito salgados. E eu já tenho também uma tendência genética, meus pais já tiveram cálculos renais, então eu tomo esses cuidados na praia, por exemplo, quando eu vou à praia, tento já trocar o biquíni assim que eu saio da piscina, porque eu sei que isso também é gatilho, pode desencadear novas infecções”, conta ela.
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Fonte: gcmais.com.br











