O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) que convidou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, para integrar o chamado Conselho de Paz, uma nova estrutura internacional idealizada pelo republicano. O órgão foi anunciado como uma espécie de “ONU paralela” e teria como foco inicial a manutenção da paz e a reconstrução da Faixa de Gaza.
Segundo Trump, o Conselho de Paz foi criado para atuar de forma mais direta em conflitos internacionais e poderá, no futuro, se envolver em outras crises ao redor do mundo. A proposta prevê que os integrantes tenham mandatos de três anos ou, alternativamente, cargos vitalícios mediante o pagamento de uma taxa de US$ 1 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 5,37 bilhões.
Durante entrevista coletiva, Trump afirmou ter apreço pessoal pelo presidente brasileiro. “Eu gosto dele”, declarou, ao comentar o convite feito a Lula. O republicano também mencionou a possibilidade de o presidente da Rússia, Vladimir Putin, exercer um papel relevante dentro da nova estrutura proposta pelos Estados Unidos.
O governo brasileiro confirmou o recebimento do convite, mas informou que Lula ainda não tomou uma decisão. De acordo com interlocutores do Palácio do Planalto, o presidente prefere avaliar cuidadosamente as condições geopolíticas e o papel efetivo que o Conselho de Paz poderá desempenhar antes de aceitar qualquer participação formal.
O Conselho foi anunciado oficialmente na última sexta-feira e, conforme o convite enviado pelo governo norte-americano, contará com um grupo de países permanentes. Para garantir uma cadeira fixa, será necessário o pagamento da taxa estipulada por Trump, o que gerou críticas e questionamentos de especialistas em relações internacionais.
Ao justificar a criação do novo órgão, Trump voltou a criticar a Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo ele, a entidade tem grande potencial, mas não conseguiu cumprir seu papel na resolução de conflitos globais. O presidente afirmou ainda que evitou recorrer à ONU em iniciativas diplomáticas e disse acreditar que a organização deveria ter solucionado guerras recentes.
O segundo mandato de Trump tem sido marcado por decisões polêmicas no cenário internacional, incluindo a adoção de tarifas globais, ataques militares e ameaças a países parceiros. Antes da coletiva, a Casa Branca divulgou um documento de 31 páginas listando 365 medidas consideradas conquistas do governo em um ano, embora analistas contestem a eficácia e os impactos de várias dessas ações.
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Fonte: gcmais.com.br











