Isaías da Costa dos Anjos, de 22 anos, morreu neste domingo (25), por volta do meio-dia, no Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza, após passar 12 dias internado em estado grave. O jovem havia sido baleado na cabeça durante um confronto ocorrido em uma barraca na Praia do Futuro, no último dia 13 de janeiro, enquanto trabalhava no local. Segundo familiares, ele havia saído do coma induzido e começava a apresentar sinais de reação antes de falecer.
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O disparo que atingiu Isaías ocorreu durante uma confusão armada no estabelecimento, da qual ele não participava. Ainda no local, o jovem precisou ser entubado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e foi levado às pressas para a unidade hospitalar.
O episódio também resultou na morte do soldado da Polícia Militar Paulo Henrique de Lima Silva, de 37 anos. Um amigo do policial, que estava com ele no momento da confusão, ficou ferido e foi encaminhado para atendimento médico.
De acordo com testemunhas, o conflito teve início após uma discussão no interior da barraca, que teria envolvido uma agressão física. A situação evoluiu rapidamente para o uso de arma de fogo, mesmo com tentativas de intervenção por parte de pessoas que estavam no local.
Suspeitos são policiais militares que estavam de folga
Imagens de câmeras de segurança mostram dois homens chegando em motocicletas, estacionando na entrada da barraca e efetuando diversos disparos antes de fugir. A Polícia Civil do Estado do Ceará informou que os principais suspeitos do homicídio são dois policiais militares que estavam de folga no momento do ocorrido.
Após diligências conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, os dois agentes se apresentaram espontaneamente à delegacia especializada, onde prestaram depoimento e tiveram as armas recolhidas. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social afirmou que “as investigações seguem no intuito da elucidação do fato” e confirmou que todos os envolvidos estavam fora de serviço.
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Investigação segue sob acompanhamento da CGD
Ainda não foi esclarecido se o homem apontado como responsável pela agressão inicial é um dos policiais que se apresentaram à Polícia Civil. A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário acompanha o caso.
Com a morte de Isaías, a investigação passa a considerar o jovem como mais uma vítima fatal do confronto. A Polícia Civil segue apurando a dinâmica do crime, a participação individual de cada suspeito e as motivações do ataque.
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Fonte: gcmais.com.br











