Início » Blog » Pesquisa da Uece e USP revela novos mecanismos de ação de medicamentos para diabetes nos rins
Ceará

Pesquisa da Uece e USP revela novos mecanismos de ação de medicamentos para diabetes nos rins

pesquisa-da-uece-e-usp-revela-novos-mecanismos-de-acao-de-medicamentos-para-diabetes-nos-rins
Pesquisa da Uece e USP revela novos mecanismos de ação de medicamentos para diabetes nos rins

Uma pesquisa desenvolvida por cientistas da Universidade Estadual do Ceará (Uece), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), trouxe novas explicações sobre como medicamentos amplamente utilizados no tratamento do diabetes atuam diretamente nos rins. O estudo foi publicado na edição de janeiro da revista científica internacional American Journal of Physiology – Renal Physiology, uma das mais respeitadas da área da saúde, com mais de 120 anos de história.

>>>Clique aqui para seguir o canal do GCMAIS no WhatsApp<<<

A investigação envolveu pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas (PPGCF), vinculado ao Instituto Superior de Ciências Biomédicas (ISCB) da Uece, e do Instituto do Coração (InCor) da USP. O trabalho analisou os efeitos das glifozinas — especificamente dapagliflozina e empagliflozina — no funcionamento renal, medicamentos amplamente utilizados no controle da glicemia em pacientes com pré-diabetes, diabetes mellitus e síndrome metabólica.

Além do controle do açúcar no sangue, esses fármacos vêm se destacando nos últimos anos no tratamento da insuficiência cardíaca e na prevenção da progressão da doença renal crônica. Apesar dos benefícios clínicos já bem estabelecidos, ainda havia lacunas científicas sobre os efeitos diretos dessas drogas na fisiologia dos rins, o que motivou o aprofundamento da pesquisa.

Os rins funcionam como verdadeiros filtros do corpo humano, sendo responsáveis por decidir diariamente o que deve ser eliminado pela urina e o que será reaproveitado pelo organismo. O estudo identificou que duas proteínas fundamentais nesse processo, chamadas NHE3 e SGLT2, atuam de forma integrada dentro das células do túbulo proximal renal, região responsável pela reabsorção de água, sais minerais e glicose.

>>>Siga o GCMAIS no Google Notícias<<<

Segundo os pesquisadores, essas proteínas formam um complexo funcional que ajuda a explicar o equilíbrio do volume de líquidos, da pressão arterial e dos níveis de glicose no sangue. A pesquisa mostrou ainda que os medicamentos inibidores de SGLT2 não rompem essa ligação, mas promovem alterações sutis na organização do complexo, interferindo diretamente no funcionamento renal e ajudando a entender melhor os efeitos terapêuticos dessas drogas.

O estudo foi conduzido pela egressa do Doutorado do PPGCF/Uece, Nádia Osório, em conjunto com a professora Cláudia Santos, com experimentos realizados tanto no InCor quanto no Laboratório de Fisiologia e Farmacologia Cardiorrenal da Uece. A pesquisa reforça o protagonismo do Laboratório de Fisiologia Renal Lucília Lessa, que abriga a técnica de microperfusão renal — atualmente disponível apenas nesse laboratório no Sul Global — e posiciona a Uece como um polo estratégico de excelência científica, ampliando as perspectivas de cooperação nacional e internacional na área da saúde.

Leia também | Sine Municipal de Fortaleza oferta 2.472 vagas de emprego entre 26 e 30 de janeiro

>>>Acompanhe o GCMAIS no YouTube<<<

Fonte: gcmais.com.br