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Criminoso mentor de plano para sequestrar Sérgio Moro é preso no Ceará

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Criminoso mentor de plano para sequestrar Sérgio Moro é preso no Ceará

Apontado como um dos criminosos mais perigosos do país e responsável por integrar o plano de sequestro do senador Sérgio Moro, El Cid, foi preso no Ceará em uma ação da Polícia Militar e entregue à Polícia Federal. A captura foi confirmada na noite desta quarta-feira (4) pelo governador Elmano de Freitas (PT), que destacou nas redes sociais a atuação das forças de segurança cearenses na prisão do chefe de uma célula terrorista da facção criminosa PCC. A prisão ocorreu próximo a um condomínio de luxo localizado na cidade de Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza.

“Um dos bandidos mais perigosos do país, El Cid, chefe da célula terrorista do PCC, é preso pela PM do Ceará. Ele fugiu de penitenciária paulista, veio se esconder no Ceará, e aqui não teve vida fácil. Ele foi capturado pela polícia cearense e entregue à Polícia Federal. Parabéns à nossa polícia”, escreveu Elmano de Freitas, governador do Ceará, nas redes sociais.

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De acordo com as investigações, El Cid havia fugido da Penitenciária 1 de São Vicente, na Baixada Santista, em agosto de 2022, e passou a se esconder no Ceará. Foragido da Justiça, ele era procurado por envolvimento em atentados contra agentes públicos e por ocupar posição de liderança dentro da facção criminosa.

El Cid é acusado de participar da tentativa de assassinato de cinco policiais militares na zona sul de São Paulo, em 2014, além de ser apontado como um dos mentores e financiadores do plano do PCC para sequestrar o então senador e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro. O esquema foi desarticulado pela Polícia Federal durante a Operação Sequaz, deflagrada em março de 2023.

As investigações indicam que a facção criminosa teria investido cerca de US$ 550 mil, o equivalente a R$ 2,7 milhões, na preparação do crime. El Cid chegou a ser alvo de mandado de prisão temporária na época da operação, mas não foi localizado. Em maio de 2023, a 9ª Vara Federal de Curitiba aceitou denúncia do Ministério Público Federal e tornou réus El Cid e outros 12 suspeitos.

No âmbito judicial, tentativas da defesa de revogar a prisão foram negadas tanto no Superior Tribunal de Justiça quanto no Supremo Tribunal Federal. Ao rejeitar habeas corpus, a ministra Cármen Lúcia destacou que o investigado estava foragido e que não havia constrangimento ilegal na manutenção da prisão. El Cid responde pelo crime de organização criminosa, com atos descritos como de extrema gravidade pela Justiça.

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Fonte: gcmais.com.br