Início » Blog » Casal é alvo de fake news e sofre ameaças após falsas acusações de sequestro de crianças em Fortaleza
Fortaleza

Casal é alvo de fake news e sofre ameaças após falsas acusações de sequestro de crianças em Fortaleza

casal-e-alvo-de-fake-news-e-sofre-ameacas-apos-falsas-acusacoes-de-sequestro-de-criancas-em-fortaleza
Casal é alvo de fake news e sofre ameaças após falsas acusações de sequestro de crianças em Fortaleza

Um casal identificado como Rayane e Thales passou a ser vítima de fake news, nas redes sociais, com a circulação de publicações acusando-os falsamente de sequestrarem crianças em Fortaleza. Os dois falaram com a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza sobre o assunto.

Segundo os dois, ao longo dos últimos dias, informações falsas passaram a circular na internet associando o carro da família a esses crimes em Fortaleza e em cidades da Região Metropolitana. De acordo com o casal, alguém fotografou o veículo enquanto ele estava estacionado na garagem da residência e passou a divulgar as imagens nas redes sociais como se o carro estivesse sendo utilizado por sequestradores. As publicações, que incluem imagens da frente, da traseira e da placa do veículo, já ultrapassaram a marca de 10 mil compartilhamentos.

>>>Clique aqui para seguir o canal do GCMAIS no WhatsApp<<<

A situação chamou a atenção das autoridades, que chegaram a ir até a residência do casal após uma denúncia. Uma das vítimas relatou como aconteceu: “Nós recebemos a visita de dois militares aqui na nossa residência, nos apresentando uma queixa, uma denúncia de que o nosso carro, que estava aqui na garagem, permanecia na garagem, estava sendo utilizado para sequestrar crianças”.

Ainda segundo o relato, os policiais constataram que o carro não havia saído do local e orientaram o casal a registrar um boletim de ocorrência. No entanto, mesmo após o procedimento na delegacia, o problema se agravou. “Quando voltamos da delegacia, a coisa tinha tomado uma proporção gigantesca. Estavam em vários perfis, fotos da frente do meu carro, da traseira dele, dizendo que estava sendo usado para sequestrar crianças. Disseminando aí, fazendo um efeito manada de fake news”, afirmou.

>>>Acompanhe o GCMAIS no YouTube<<<

Rayane também explicou que os policiais do Comando Tático Motorizado (Cotam) estranharam a denúncia, justamente porque o veículo estava parado na garagem. Ela relatou ainda que surgiram postagens associando o carro a diferentes bairros e municípios. “Itaitinga, Messejana, Montese. Ontem a gente não saiu de casa, eu vi postagem de gente dizendo que estavam sequestrando esse carro, passou por aqui nesse instante, aqui no Montese, com muito cuidado, o carro aqui na garagem”.

“Inclusive, esse aí caso de Itaitinga foi… É uma denúncia fake, uma falsa denúncia, que não foi passada pelo CIOPS, senão poderia ser um carro clonado, uma placa clonada. Mas não foi, foi uma pessoa já querendo, passando essa informação errada”, explica ainda.

>>>Siga o GCMAIS no Google Notícias<<<

O casal informou que registrou boletim de ocorrência e teme que a situação saia do controle, seja por abordagens da população ou por possíveis ações de indivíduos ligados a facções criminosas. A polícia está investigando o caso para identificar a origem das publicações falsas.

A lei

atribuir falsamente um crime a alguém é considerado crime no Brasil, tipificado principalmente como denunciação caluniosa. O artigo 339 do Código Penal define o crime como dar causa a inquérito policial, processo judicial ou similar contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente, com pena de reclusão de 2 a 8 anos e multa. A pena pode aumentar em 1/6 se houver anonimato e diminuir pela metade se for contravenção.

  • Calúnia (art. 138, CP): Imputar falsamente fato definido como crime, com detenção de 6 meses a 2 anos e multa.
  • Comunicação falsa de crime (art. 340, CP): Pena de detenção de 1 a 6 meses ou multa

Leia também | Incêndio é registrado em depósito de bicicletas e patinetes na Praia de Iracema, em Fortaleza

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por GCMAIS (@gcmais)

Fonte: gcmais.com.br