Fortaleza viveu, entre os dias 4 e 7 de fevereiro, a maior sequência sem homicídios na Capital desde 2009, ano em que começou a base estatística da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Durante quatro dias, não houve registros de assassinatos, encerrando-se apenas na madrugada de domingo, 8, com o homicídio de Benedito Saboia de Brito Filho, de 34 anos, na comunidade do São Miguel, no bairro José de Alencar. Antes disso, o último assassinato havia ocorrido em 3 de fevereiro, quando Luciana Cordeiro do Nascimento, de 27 anos, foi vítima de feminicídio no Centro da cidade.
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Redução histórica de homicídios
De acordo com a SSPDS, Fortaleza já havia registrado sequências de três dias sem assassinatos em 2010, 2011, 2019 e 2025, mas nunca quatro dias consecutivos. Além disso, o mês de janeiro de 2026 apresentou a maior redução histórica de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) para o mês, com 42 homicídios, queda de 36,4% em comparação com os 66 registrados em janeiro de 2025. Segundo a pasta, o resultado reflete ações como o Programa de Cumprimento de Mandados de Prisão (Procumpri), que prendeu 1.935 pessoas em 2025, focando na redução de CVLIs e no combate a grupos criminosos.
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Investimentos e ações das forças de segurança
A SSPDS também destacou a criação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para a Região Metropolitana de Fortaleza, com delegacias em Caucaia, Maranguape, Maracanaú e Pacatuba, voltadas para investigação de assassinatos. Entre 2023 e 2025, mais de 3 mil profissionais foram nomeados para reforçar a segurança pública, e concursos em andamento somam 2.124 vagas para PMCE e PCCE.
Mudanças no cenário das facções
O cenário de criminalidade na Capital também foi impactado pela atuação de facções criminosas. Entre setembro e dezembro de 2025, o Comando Vermelho (CV) avançou em Fortaleza, substituindo o Terceiro Comando Puro (TCP) em algumas áreas. Atualmente, o CV atua em quase todas as comunidades da cidade, exceto onde a facção Massa Carcerária mantém presença, como na Grande Messejana, Passaré e Cajazeiras.
O titular da SSPDS, Roberto Sá, reconheceu que a disputa entre facções influencia diretamente nas ocorrências de homicídios, mas creditou a redução dos índices ao trabalho estratégico das forças de segurança. Ele ressaltou que as ações integradas e o investimento em estrutura e pessoal contribuíram para os resultados positivos observados no início de 2026.
A sequência sem homicídios e a redução histórica dos CVLIs representam um avanço significativo na segurança da Capital, mas a SSPDS reforça que o trabalho continua. Programas como Procumpri, investimentos em pessoal e delegacias especializadas devem manter a atenção sobre áreas vulneráveis e facções criminosas, buscando consolidar a redução da violência e garantir maior segurança à população fortalezense.
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Fonte: gcmais.com.br











