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Ceará

Mulher agredida por médico durante festa em Ubajara (CE) revela perseguição e histórico de violência do ex

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Mulher agredida por médico durante festa em Ubajara (CE) revela perseguição e histórico de violência do ex

Um caso de violência doméstica chocou moradores de Ubajara, na Serra da Ibiapaba, nesta semana. Um médico de 37 anos foi flagrado agredindo sua ex-namorada e outras pessoas durante uma festa particular, e, no dia seguinte, teria ido à residência da vítima para ameaçá-la novamente. O caso aconteceu na madrugada da última segunda-feira (16) durante uma festa de carnaval particular.

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Durante entrevista ao Balanço Geral ,da TV Cidade, a vítima relatou o histórico de agressões sofridas. “Ele é meu ex-namorado. Eu passei quase seis anos com ele. E já tá com nove meses que nós acabamos o relacionamento. Só que durante esse período, ele nunca deixou em paz”, disse. Segundo ela, mesmo após a separação, o médico continuava a persegui-la: “Onde eu estava com as minhas amigas, ele chegava e ia tomar satisfações. Mesmo ele estando com a namorada dele”, revela.

Sobre o ataque na festa, a vítima relatou momentos de pânico e violência física: “Quando eu cheguei lá, eu fiquei em pânico… Eu passava, ele me empurrava… E quando ele viu que eu não tava ligando pras coisas que ele tava fazendo, ele começou uma briga na casa… Ele foi, deu um murro nele, bateu na minha amiga também, agrediu outra pessoa que tava lá”. Ela ainda destacou as ofensas proferidas pelo agressor.

Mulher procurou delegacia e pediu medida protetiva

A vítima afirmou que procurou uma delegacia e solicitou uma medida protetiva, mas ainda teme pela própria integridade: “Eu espero que a justiça seja feita, né? Eu fiz a medida, já recebi. Ao dizer que sente receio pelo fato de o homem ainda morar na mesma cidade que ela, a vítima também denunciou tentativas de obstrução da lei: “Tem até o áudio, o pai dele mandando esconder ele, né? Tem que esconder ele, senão a polícia vai pegar, o advogado tá mandando fazer isso”.

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O apresentador do Balanço Geral, Luiz Esteves, enfatizou a gravidade do caso e o impacto da impunidade: “Cada vez que um homem covarde, agressor, não é punido nesse país… eles recebem um cheque em branco. Como se a sociedade, as autoridades dissessem, continuem cometendo crime, não vai acontecer nada com você”. Ele reforçou a necessidade de proteção efetiva às vítimas: “Ela não precisa apenas de medida protetiva, ela precisa de proteção. Porque quem já fez isso várias vezes pode fazer de novo”.

A vítima, ao final, deixou uma mensagem para outras mulheres: “Que todas as mulheres tenham coragem, porque o feminicídio está muito grande, né? Todo dia, todo dia passa… Eu também gostava, né? Só que eu disse assim, eu tenho que gostar primeiramente de mim. E esse aí foi a gota d’água”. O caso segue sob investigação, e a denúncia evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para prevenção e punição da violência doméstica.

Como denunciar

A população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via “e-denúncia”, o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.

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Fonte: gcmais.com.br