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Fortaleza é berço de clubes tradicionais e tem Castelão como maior palco do futebol cearense

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Fortaleza é berço de clubes tradicionais e tem Castelão como maior palco do futebol cearense

 

Símbolo do futebol cearense, o Castelão foi inaugurado em 1973 como Estádio Governador Plácido Aderaldo Castelo, em homenagem ao governador da época. Mas ficou marcado no coração do cearense como Castelão. Aqui aconteceram partidas históricas que marcaram gerações de torcedores.

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Em 2013, passou por uma ampla reforma para se adequar aos padrões internacionais e sediar partidas da Copa do Mundo de 2014, se tornando Arena Castelão, palco de jogos nacionais, internacionais, eventos culturais e clássicos do futebol cearense.

Do outro lado da cidade, no bairro Benfica, está localizado outro ícone do futebol cearense, o estádio Presidente Vargas, inaugurado em 1941 em homenagem ao presidente da República, Getúlio Vargas. O PV, como é carinhosamente chamado, foi cenário de momentos históricos, memoráveis. Uma partida entre Ceará e Santos, que tinha em campo ninguém mais, ninguém menos do que o Rei Pelé, defendendo a equipe Santista. Passou por uma revitalização em 2010 e manteve a relação afetiva e histórica com a cidade.

“Arena Castelão e Presidente Vargas são os principais palcos dos maiores times do futebol cearense. Eles demarcam essa popularidade do futebol aqui no estado. São dois grandes palcos em que a população cearense, como um todo, participa ativamente do futebol”, destaca Guilherme Lisboa.

Tradição e paixão: os clubes cearenses

O Ceará Sporting Clube é um dos mais tradicionais times do Nordeste. Fundado em 1914, o Vovô, como é ovacionado pela torcida, tem uma trajetória de grandes conquistas e participações em campeonatos como Brasileirão, Copa do Brasil, Nordestão e, claro, o cearense.

Em 1918, nasce outra paixão, o Fortaleza Esporte Clube. “O leão do PC se projetou com grandes conquistas e campanhas expressivas no Campeonato Brasileiro e até em competições internacionais”, afirma Fernanda de Castro.

O Ferroviário Atlético Clube foi fundado em 1933, ligado à classe operária e ao desenvolvimento da capital cearense. “O Tubarão da Barra se mantém firme na história futebolística, amado por uma torcida fiel”, explica Fernando Leite.

“O clube que nasceu primeiro foi o Ceará, com o nome de Rio Branco. O Ceará surge em 1914 e a partir disso ele passa a figurar uma certa hegemonia aqui no estado, vencendo os seus primeiros campeonatos. Depois disso, o Fortaleza nasce também como um grande projeto para bater essa hegemonia. Tanto o Ceará quanto o Fortaleza, eles nasciam de uma elite com um desenvolvimento econômico um pouco maior. Já o Ferroviário, ele nasce de um clube de operários liderado pelo senhor Valdemar Caracas e dá essa resposta de que o futebol é popular, ele não pertence somente a uma classe dominante”, acrescenta Guilherme Lisboa.

Nos últimos 10 anos, o time Floresta vem ganhando destaque. Criado em 1954 pela família Sátiro Santiago como projeto social para fortalecer o bairro Vila Manuel Sátiro, “já não é mais uma equipe de bairro. Hoje ela é uma equipe respeitada no Brasil, uma equipe que foi construindo a sua história dentro do cenário do futebol brasileiro. O nosso objetivo é que a gente conquiste uma das vagas da Copa do Brasil para o ano de 2027. E na Série C do Campeonato Brasileiro a gente vai novamente entrar para brigar pelo acesso”, explica Fernando Leite.

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Dos sonhos às escolinhas: formando futuros atletas

O sonho de ser jogador começa a ser desenvolvido em escolinhas como essa, em projetos sociais, com os futuros atletas ainda crianças e adolescentes. “Eu queria jogar no básico também. Fortaleza, Ceará. Onde eu puder, onde me levar pra cima, eu tô jogando. Meu sonho é ser jogador de profissional, né? Atuar na base do Flamengo, Fortaleza, o que me daria oportunidade”, conta Ícaro José.

Daqui eles são encaminhados para os testes da formação de base dos grandes clubes. “Vários atletas aqui meus, inclusive aqui da categoria sub-12, categoria sub-15, a gente faz esse caminhamento. Começaram aqui com a gente e hoje estão fazendo esse trabalho de base. Futuramente, quem sabe, ser profissional”, comenta Eldim Barbosa.

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Fonte: gcmais.com.br