O agricultor Sidrônio Moreira fez um empréstimo da aposentadoria para perfurar um poço em busca de água na zona rural de Tabuleiro do Norte, no sertão do Ceará, mas acabou encontrando um material escuro e viscoso que pode ser petróleo.
>>>Clique aqui para seguir o canal do GCMAIS no WhatsApp<<<
A escavação ocorreu em 2024, quando ele decidiu investir recursos próprios para tentar resolver a escassez de água enfrentada pela família. No lugar do abastecimento esperado, surgiu uma substância preta, densa e com odor semelhante ao de óleo automotivo.
“Quando eu cheguei aqui, sem água, eu disse: ‘Vou furar um poço’. Chamei minha esposa, fizemos um empréstimo do nosso dinheiro da aposentadoria e furei esse poço. Só que não deu água, deu foi esse material”, disse Sidrônio ao jornal O Globo.
>>>Siga o GCMAIS no Google Notícias<<<
Agricultor que furava poço pode ter encontrado petróleo no Ceará
Após o primeiro achado, o agricultor isolou a área e abriu um novo poço a cerca de 50 metros de distância. O resultado se repetiu: novamente apareceu o líquido escuro.
O caso chegou ao conhecimento do engenheiro químico Adriano Lima, do campus de Tabuleiro do Norte do IFCE. Inicialmente, ele recebeu a informação com cautela, já que o material foi encontrado em um poço artesanal com aproximadamente 30 metros de profundidade.
As análises físico-químicas indicaram que a substância é composta por uma mistura de hidrocarbonetos com propriedades muito similares às de combustível de uma bacia próxima.
Possível petróleo está em análise
Apesar da possibilidade, os pesquisadores informaram à família que recursos minerais pertencem à União, mesmo quando localizados em propriedade privada. Por isso, orientaram que o caso seja comunicado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
Lima reforça que a situação não deve incentivar novas perfurações por conta própria.
“Primeiro, porque a legislação não permite. Segundo, há riscos associados. Qualquer tipo de intervenção dessa natureza, sem os equipamentos e orientações adequados, pode contaminar o lençol freático ou o aquífero, prejudicando ainda mais toda a comunidade e transformando a situação em um crime ambiental”, explicou Adriano ao jornal O Globo.
Segundo o engenheiro, dados cartográficos indicam que o ponto onde o material foi encontrado está fora dos blocos de exploração oficialmente delimitados. Assim, cabe ao órgão regulador visitar o local e realizar estudos antes de qualquer nova etapa.
Enquanto aguarda desdobramentos, Sidrônio mantém o objetivo inicial: garantir água para a família.
“Eu tinha vontade que eles viessem aqui ver isso aí e continuassem para frente para ver se dava alguma coisa. Qualquer coisa que desse aí servia para a gente, porque é uma calamidade muito grande de água aqui”, pediu o agricultor.
Leia também | Monitor das Secas: 68 cidades do Ceará voltam a registrar seca extrema
>>>Acompanhe o GCMAIS no YouTube<<<
Fonte: gcmais.com.br











