O desrespeito às ciclofaixas tem sido motivo de preocupação para ciclistas em Fortaleza. Em diferentes pontos da cidade, principalmente em horários de maior fluxo de carros, motociclistas e motoristas invadem o espaço destinado exclusivamente às bicicletas. A prática, além de irregular, coloca em risco quem utiliza a infraestrutura cicloviária e pode resultar em multas e pontos na carteira de habilitação. Um dos locais onde a situação é mais frequente é a ciclofaixa da Avenida General Murilo Borges, que registra grande movimentação de ciclistas diariamente.
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Rotina de infrações em horários de maior movimento
Na Avenida General Murilo Borges, a presença de motos e carros trafegando ou estacionando na ciclofaixa se intensifica principalmente durante os horários de pico. A via funciona como uma importante ligação entre os bairros Aerolândia e Luciano Cavalcante, o que aumenta o fluxo de veículos e de ciclistas ao longo do dia.
Para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte, a situação tem se tornado recorrente. O universitário João Vieira, que passa pela região todos os dias, afirma que o risco é constante. “Essa movimentação dos motociclistas nos coloca em risco direto todos os dias e isso piora nos horários de pico, quando a Murilo Borges está mais engarrafada e eles acham essa solução viável de trafegar pela ciclovia”, relata.
O movimento na ciclofaixa é intenso especialmente nas primeiras horas da manhã e no fim da tarde, momentos em que muitas pessoas se deslocam para o trabalho ou retornam para casa. Mesmo com a presença de sinalização e fiscalização por vídeo-monitoramento, os flagrantes de desrespeito continuam ocorrendo.
O auxiliar de cozinha Osmar Esteves também relata situações de perigo durante o trajeto de bicicleta. “Escreveu, não leu, eles estão invadindo. E aí a gente corre um risco grande de se acidentar e acidentar também eles”, afirma. Segundo ele, em alguns momentos o fluxo de motocicletas dentro da ciclofaixa é tão grande que dificulta a passagem dos ciclistas.
A autônoma Karolina da Silva conta que já passou por momentos de tensão ao dividir o espaço com veículos motorizados. “Se você bobear, a moto passa em seguida da outra, às vezes tem fileira e mal dá pra andar. De instante a moto passou do meu lado e quase bateu na bicicleta e eu quase bobei”, relata.
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Multas por invasão de carros em ciclofaixa podem ultrapassar R$ 880
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, carros e motocicletas não podem transitar nem estacionar em ciclofaixas. As infrações são classificadas como graves ou gravíssimas, dependendo da conduta do motorista.
Segundo Roberto Garcia, chefe do Núcleo de Planejamento da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), parar ou estacionar no local destinado aos ciclistas já configura infração. “Se o condutor parar, ou seja, efetuar embarque e desembarque de passageiro, ou se ele estacionar, que seria o tempo que excede isso, a multa é uma multa de natureza grave, R$ 195,23”, explica.
No entanto, quando o motorista ou motociclista utiliza a ciclofaixa para circular, a penalidade é ainda mais severa. “Se ele transita sobre a ciclofaixa, aí nós temos um fator multiplicativo três e essa infração passa dos R$ 880, fora os pontos na carteira”, acrescenta Garcia.
Os flagrantes podem ocorrer tanto por meio de agentes de trânsito em campo quanto pelo sistema de vídeo-monitoramento instalado em diversas avenidas da capital. Segundo a AMC, a ciclofaixa da Avenida General Murilo Borges está entre os locais com maior número de autuações relacionadas a esse tipo de irregularidade.
Em outro registro feito na cidade, um carro foi flagrado estacionando sobre uma ciclofaixa no bairro Parque Manibura para realizar o embarque de passageiros, prática também proibida pela legislação de trânsito.
A Autarquia Municipal de Trânsito reforça que a infraestrutura cicloviária foi criada para garantir segurança aos ciclistas e incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte sustentável. Por isso, a orientação é que motoristas e motociclistas respeitem os espaços definidos na via.
“Respeito é o caminho. Cada veículo tem o seu espaço na pista e esse espaço específico da ciclofaixa é do ciclista”, conclui Roberto Garcia. A expectativa do órgão é que o aumento da fiscalização e a conscientização dos condutores contribuam para reduzir as infrações e garantir mais segurança para quem utiliza a bicicleta nas ruas da capital cearense.
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Fonte: gcmais.com.br











