Após uma noite marcada por uma intensa queima de fogos de artifício em vários bairros de Fortaleza, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que diversas prisões foram realizadas na Capital. A ação policial, conduzida pela Polícia Militar do Ceará (PMCE) com apoio dos setores de inteligência, resultou na captura de suspeitos ligados a organizações criminosas envolvidas na celebração criminosa registrada nesta segunda-feira (15). As prisões estão diretamente relacionadas à soltura coordenada de fogos em bairros como Lagamar, Parangaba, Maraponga, Vila União, Pio XII e até na cidade de Maranguape, na Região Metropolitana.
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Segundo apuração da reportagem, a queima de fogos foi organizada por membros de uma facção criminosa de origem carioca, para comemorar a suposta tomada do território do Lagamar, até então dominado por uma facção rival. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram indivíduos apagando pichações da facção cearense nos muros da comunidade, enquanto moradores, assustados, acionaram a Polícia. As equipes da PM realizaram diversas abordagens e revistas, que resultaram nas prisões de envolvidos com o grupo criminoso.
A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), acompanha a ofensiva de forma integrada, com equipes especializadas atuando na investigação e na coleta de provas. A SSPDS destacou que as ações seguem de forma ininterrupta e novas prisões podem ocorrer nos próximos dias. A guerra entre facções — especialmente após o racha interno na GDE — tem provocado uma escalada da violência em Fortaleza, com registros de tiroteios, homicídios e deslocamento das disputas para outros bairros pelo Comando Vermelho, como o Papicu.
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Entre janeiro e agosto deste ano, o Estado já contabiliza 1.418 prisões e apreensões de suspeitos de envolvimento com o crime organizado, número que representa um aumento de 61,5% em relação ao mesmo período de 2024. A atuação das forças de segurança tem se intensificado diante do avanço do Comando Vermelho em territórios antes dominados pela GDE, como o Vicente Pinzón e, agora, o Lagamar — áreas consideradas estratégicas para o tráfico de drogas por sua proximidade com regiões portuárias e turísticas.
A SSPDS reforça a importância da colaboração da população para o avanço das investigações. Informações que possam ajudar na identificação de criminosos ou no desmonte de ações das facções podem ser repassadas, de forma anônima, pelo Disque-Denúncia 181, pelo WhatsApp (85) 3101-0181 ou pela plataforma “e-denúncia”, disponível no site: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br.
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Fonte: gcmais.com.br











