Capitão Wagner, ex-deputado e presidente do União Brasil no Ceará, anunciou nas redes que está oferecendo uma recompensa no valor de R$ 10 mil por informações que efetivamente levem à prisão de Bebeto do Choró, prefeito eleito em 2024 e que está foragido há mais de um ano. Ele, que foi eleito à Prefeitura de Choró e já teve o diploma cassado, é acusado de ser membro de uma facção criminosa.
O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) confirmou em agosto do ano passado, por unanimidade, a cassação do diploma do prefeito de Bebeto e do vice-prefeito Bruno Jucá Bandeira, por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024. A decisão determinou a realização de uma nova eleição no município. A nova eleição em Choró acontecerá no próximo domingo (1º).
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Capitão Wagner explica ainda que foi criado um site para monitorar o caso, explicando o ocorrido e registrando exatamente há quanto tempo Bebeto está foragido da Justiça. No endereço eletrônico, há ainda orientações sobre como contribuir com as investigações das forças de segurança.
“Você pode passar informações de forma reservada, no site, informações que levem à prisão de Bebeto. E, na hora que efetuarmos a prisão, se for verificado que a informação é verdadeira, você vai receber na sua conta – ou em mãos, da forma que achar mais seguro – R$ 10 mil. Esse é o desafio e essa é a contribuição que você pode dar para o nosso estado”, diz ele, no vídeo compartilhado nas redes.
Confira o vídeo em que Capitão Wagner oferece recompensa por informações que levem à prisão de Bebeto Queiroz, de Choró
A situação política em Choró é marcada por instabilidade desde o final de 2024, quando Bebeto Queiroz se tornou foragido em meio a investigações da Polícia Federal. As apurações envolvem suspeitas de desvio de emendas parlamentares para financiar compra de votos em diversos municípios cearenses.
Cassação
O TRE-CE confirmou a cassação de Bebeto em agosto de 2025, por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024. Durante a sessão plenária híbrida, o desembargador eleitoral Wilker Macedo Lima, relator do processo, manteve parcialmente a sentença de abril de 2025. Ele afastou as penalidades de inelegibilidade e multa impostas a Bruno Jucá, vice-prefeito eleito, alegando falta de provas de sua participação direta nos ilícitos. Já em relação a Bebeto Queiroz, a Justiça Eleitoral manteve todas as sanções: cassação do diploma, inelegibilidade por oito anos e multa de R$ 53.205,00 por compra de votos.
A defesa de Bebeto argumentou que o processo seria duplicado, mas a tese foi rejeitada pelo relator, que destacou a existência de provas materiais robustas, como a apreensão de mais de R$ 500 mil em espécie, transferências bancárias suspeitas, mensagens telefônicas e depoimentos de testemunhas. Para o desembargador, os elementos apontam para um esquema sistemático e de grande magnitude, indo além de simples indícios.
Registro de candidatura e operações
Bebeto Queiroz não pôde tomar posse como prefeito de Choró no dia 1º de janeiro de 2025, quando a cerimônia de posse ocorreu na Câmara Municipal. Durante o evento, o prefeito eleito estava ausente e, na mesma data, o Ministério Público do Ceará (MPCE) pediu a cassação do registro de candidatura dele e do vice. Desde então, Bebeto segue foragido, com mandado de prisão em aberto.
A cassação do prefeito eleito está relacionada a duas operações importantes: a Operação “Vis Occulta”, da Polícia Federal, que apura a compra de votos durante as eleições municipais de 2020 em Choró, e a Operação “Ad Manus”, do MPCE, que investiga possíveis atos ilícitos envolvendo contratos de prestação de serviços para o abastecimento de veículos da Prefeitura de Choró.
Bebeto Queiroz já havia sido preso por 10 dias no âmbito da operação “Vis Occulta”, mas foi solto e posteriormente indiciado também pela operação “Ad Manus”. Desde então, ele encontra-se foragido da Justiça.
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Fonte: gcmais.com.br











