A deputada federal Luizianne Lins (PT) está a pouco mais de 185 quilômetros da costa da Faixa de Gaza, a bordo de uma embarcação da Flotilha Global Sumud. O grupo internacional tenta chegar ao território palestino com ajuda humanitária e, segundo a parlamentar, a expectativa é de que a flotilha atinja seu destino em menos de 24 horas. Ela relatou que o clima entre os tripulantes é de apreensão, mas também de esperança em cumprir a missão.
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Durante o trajeto, os barcos da Flotilha têm enfrentado episódios de tensão, especialmente nas últimas horas. Luizianne informou que navios militares israelenses se aproximaram da embarcação principal da missão, onde estão o ativista brasileiro Thiago Ávila e a sueca Greta Thunberg. Embora tenha havido suspeita de uma possível interceptação, o contato não se concretizou. A movimentação foi classificada como uma tentativa de intimidação por parte das autoridades israelenses.
A própria embarcação em que a deputada se encontra, que navega sob bandeira da Polônia, já havia sido alvo de situações de risco anteriormente. No dia 23 de setembro, Luizianne presenciou explosões causadas por drones em alto-mar, nas proximidades do barco. Ela relatou que oito explosões aconteceram ao lado da embarcação, o que considerou uma tentativa clara de sabotar a missão e amedrontar os tripulantes.
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Após o ataque com drones, a flotilha optou por uma rota mais cautelosa, acompanhando a costa da Grécia e navegando em águas sob fiscalização da marinha grega. Segundo a deputada, essa estratégia ofereceu um período de maior tranquilidade durante o trajeto, ainda que tenha tornado a viagem mais lenta. A decisão foi tomada para garantir a segurança da tripulação até que pudessem se aproximar da Faixa de Gaza.
Nesta quarta-feira, 1º de outubro, o Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou que a Marinha israelense entrou em contato com os integrantes da flotilha e ordenou que mudassem a rota. De acordo com o comunicado oficial, o governo de Israel alertou que os barcos estão se aproximando de uma zona de combate ativa e que estariam violando um bloqueio naval considerado legítimo pelas autoridades israelenses.
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Apesar das ameaças e da instabilidade da região, a missão da Flotilha Global Sumud segue com o objetivo de entregar ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza, que enfrenta uma grave crise humanitária em meio ao conflito com Israel. Luizianne Lins reafirmou o compromisso dos participantes da flotilha com a causa palestina e destacou a importância de pressionar a comunidade internacional para garantir o respeito aos direitos humanos e a assistência às vítimas da guerra.
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Fonte: gcmais.com.br











