Duas semanas após o incêndio que destruiu a tradicional sucata Chico Alves, no bairro Jacarecanga, em Fortaleza, moradores de imóveis vizinhos seguem impedidos de voltar para casa. A Defesa Civil Municipal (DCFor) mantém interdições em residências e apartamentos atingidos, enquanto as famílias se abrigam temporariamente com amigos e parentes, sem previsão para o início das obras que permitiriam a liberação dos imóveis.
Ao todo, duas casas estão totalmente interditadas, sem autorização para acesso dos moradores. Outras seis sofreram interdição parcial, com isolamento dos quintais por conta do risco de desabamento de um muro compartilhado com a sucata. Um bloco inteiro do condomínio Frei Damião, ao lado do ferro-velho, com oito apartamentos, também permanece com acesso restrito desde 24 de dezembro.
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A comerciante Simone Nunes, moradora da área há três anos, relata as dificuldades desde o incêndio. Ela tem apenas cinco minutos diários para entrar em casa, pegar roupas e itens essenciais. Sem água e energia elétrica, passa o dia trabalhando e dorme na casa de um amigo. “Não temos qualquer previsão de retorno. É uma situação muito difícil, de muita incerteza”, desabafa.
Além do abalo emocional e da mudança forçada na rotina, os prejuízos materiais se acumulam. Simone conta que perdeu uma geladeira no restaurante e, no apartamento, teve janelas danificadas, além de máquina de lavar, televisão e outros bens comprometidos pela fumaça e pelo calor. Segundo ela, os moradores pretendem se reunir para buscar soluções conjuntas.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Fortaleza, coronel Haroldo Gondim, os apartamentos foram impactados pelas chamas e pelo calor intenso, o que causou deslocamento de revestimentos, janelas quebradas e danos estruturais em algumas unidades. Ele informou ainda que o muro que faz limite com a sucata está severamente comprometido e que as interdições serão mantidas até que os responsáveis pelo estabelecimento providenciem os reparos necessários.
O incêndio ocorreu na véspera de Natal, em 24 de dezembro de 2025, e foi de grandes proporções, destruindo veículos, peças automotivas e outros materiais estocados na sucata. Duas pessoas ficaram feridas. As chamas só foram completamente controladas quatro dias depois, em uma operação que mobilizou cerca de 70 bombeiros militares, 23 viaturas e aproximadamente 600 mil litros de água.
Segundo informações oficiais, a sucata funcionava de forma irregular, com pendências junto ao Corpo de Bombeiros e alvará de funcionamento cancelado pela Prefeitura de Fortaleza, documento que deveria estar válido entre maio de 2025 e maio de 2026.
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Fonte: gcmais.com.br











