O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), se manifestou na noite desta quarta-feira (1º) sobre a interceptação do barco humanitário que levava a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) e outros voluntários de mais de 40 países à Faixa de Gaza. A embarcação foi detida por forças israelenses enquanto seguia em missão para entregar alimentos e medicamentos à população palestina. Em suas redes sociais, Elmano expressou solidariedade à parlamentar e disse estar em contato com o Governo Federal. “Acompanho com preocupação a notícia da interceptação do barco que levava a deputada Luizianne Lins. Já entramos em contato com o Governo Federal para que todo o apoio necessário seja prestado”, declarou.
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Luizianne Lins publicou um vídeo em sua conta no Instagram afirmando ter sido sequestrada pelas forças israelenses. “Meu nome é Luizianne Lins, eu venho do Brasil, se você está assistindo esse vídeo, é porque fui sequestrada pelas forças de ocupação israelenses e levada contra a minha vontade. Peço ao meu governo para acabar com qualquer relação econômica com Israel e a me levar para casa”, disse a deputada, visivelmente abalada. A legenda do vídeo reforça que ela e os demais tripulantes da missão humanitária foram levados sem consentimento.
A missão, conhecida como Flotilha Global pela Palestina (ou Global Sumud Flotilla), já havia alertado, dias antes, sobre o risco de uma interceptação ao se aproximar das águas próximas a Gaza. Na noite de terça-feira (30), Luizianne havia relatado nos stories do Instagram que as embarcações da missão estavam entrando em uma “zona de alto risco”, e que os participantes haviam sido instruídos a colocar coletes salva-vidas diante da aproximação de um navio israelense.
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Segundo a própria parlamentar, barcos não identificados se aproximaram com as luzes apagadas, intensificando a tensão a bordo. “Os participantes aplicaram protocolos de segurança em preparação para uma interceptação. As embarcações já deixaram a Flotilha”, escreveu Luizianne. Em seguida, ela informou que continuavam se aproximando de Gaza, já a menos de 120 milhas náuticas da região, onde outras flotilhas haviam sido interceptadas anteriormente.
O caso tem gerado forte repercussão política e humanitária. Organizações envolvidas com a missão humanitária acusam Israel de agir ilegalmente em águas internacionais e de sequestrar ativistas desarmados. A ONG Adalah, com sede na Palestina, já colocou equipes jurídicas à disposição dos detidos, incluindo a parlamentar brasileira, para buscar esclarecimentos e responsabilizações legais.
Enquanto isso, cresce a pressão sobre o governo brasileiro para adotar medidas diplomáticas urgentes. Parlamentares aliados de Luizianne e movimentos de direitos humanos pedem o retorno seguro dos brasileiros e a suspensão de qualquer cooperação econômica com Israel, conforme solicitado pela própria deputada. A situação continua sendo monitorada com atenção por autoridades brasileiras e internacionais.
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Fonte: gcmais.com.br











