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Esporotricose: doença do jardineiro exige atenção e cuidados redobrados com animais

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Esporotricose: doença do jardineiro exige atenção e cuidados redobrados com animais

Cuidar de plantas, mexer na terra ou conviver com animais faz parte da rotina de muitas pessoas, mas nem todos sabem que pequenos ferimentos na pele podem representar riscos à saúde. Um simples espinho, arranhão ou machucado pode ser a porta de entrada para a esporotricose, uma infecção causada por fungos e conhecida popularmente como “doença do jardineiro” ou “doença da roseira”. A enfermidade exige atenção e informação, especialmente por estar cada vez mais associada ao contato com animais, sobretudo os gatos.

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A esporotricose é provocada por um fungo presente na natureza, principalmente no solo, em plantas e vegetais. No passado, os casos estavam mais relacionados a atividades como jardinagem e manejo de plantas com espinhos, o que explica os nomes populares da doença. Com o tempo, no entanto, o perfil de transmissão passou por mudanças significativas.

De acordo com a infectologista Lisandra Damasceno, médica do Hospital São José (HSJ), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), desde os anos 2000 uma nova espécie do fungo passou a infectar com mais facilidade os animais. “Hoje, os gatos domésticos são os principais responsáveis pela transmissão da esporotricose para os seres humanos”, explica. Por esse motivo, a doença é classificada como zoonose, ou seja, pode ser transmitida dos animais para as pessoas.

A especialista ressalta que a doença não é transmitida de pessoa para pessoa. A infecção ocorre quando o fungo entra no organismo por meio de pequenos ferimentos na pele, seja pelo contato com terra e plantas contaminadas ou por arranhões, mordidas e secreções de gatos doentes, como secreções nasais e da boca.

Os sintomas costumam surgir na pele, no local onde ocorreu o ferimento. Inicialmente, aparecem pequenos nódulos avermelhados que podem crescer, se espalhar pela região e formar feridas de difícil cicatrização. Em alguns casos, as lesões seguem um trajeto linear, lembrando um rosário.

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Segundo Lisandra Damasceno, na maioria das pessoas a esporotricose tem evolução tranquila e permanece localizada. No entanto, em pacientes com imunidade comprometida, como aqueles com doenças crônicas ou em uso de medicamentos imunossupressores, a doença pode se tornar mais grave. Nessas situações, a infecção pode atingir órgãos como pulmões e cérebro ou comprometer articulações e tendões, exigindo acompanhamento médico mais rigoroso.

A esporotricose tem tratamento e cura, com medicamentos antifúngicos disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento geralmente dura de três a seis meses, podendo se estender ou até exigir internação nos casos mais graves. No Ceará, a doença é considerada emergente, com maior número de notificações em Fortaleza. A prevenção envolve cuidados com os animais, uso de equipamentos de proteção e busca por atendimento médico ou veterinário ao identificar sinais suspeitos, reforçando que informação e cuidado são fundamentais para proteger a saúde de todos.

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Fonte: gcmais.com.br