Em um momento marcado por emoção e gratidão, o Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza, promoveu um encontro entre pacientes transplantados e famílias que disseram “sim” à doação de órgãos. O evento reuniu histórias de dor transformadas em esperança, mostrando como um gesto solidário pode salvar vidas. O Grupo Cidade de Comunicação, por meio da campanha Maria Sofia, também participou da mobilização em apoio à causa.
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Um dos depoimentos mais tocantes foi o de Antônio Ricardo, pai de Gustavo, jovem de 25 anos que faleceu em março de 2025. Mesmo diante da perda do filho, ele não hesitou em autorizar a doação:
“Eu não pensei duas vezes. Então minha esposa não estava no momento, a minha irmã estava, então ela apoiou também. E eu queria doar mais coisas dele. Mas não foi necessário porque o fígado dele rompeu e o sangue para tudo. Mas doamos a visão dele, saber que tem uma pessoa enxergando com a visão dele, isso é muito importante.”
O encontro também foi oportunidade para transplantados agradecerem publicamente às famílias doadoras. Altair Almeida, que recebeu um transplante de pulmão, contou as dificuldades que enfrentou até conseguir o órgão:
“Fui chamado dez vezes antes de conseguir fazer o transplante. Essas dez vezes não consegui fazer. Algumas porque o órgão não estava em condições de ser transplantado e em três delas porque a família disse não. […] Graças a uma família que disse sim, eu consegui fazer o transplante e hoje estou vivo.”
Diógenes Lima, que recebeu um novo coração, emocionou o público ao relatar o impacto do gesto em sua vida e na de sua família: “Com esse coração, eu já pude ajudar a minha mãe internando, ajudar com palavras, com filhos. […] Porque eu estou com um belo coração, que uma família teve a sensibilidade de dizer o sim. E o meu doador foram seis pessoas. O coração, o fígado, os rins e as córneas. Quer dizer, que coisa maravilhosa.”
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O IJF é hoje referência nacional em captação de órgãos. De janeiro a agosto deste ano, mais de 100 doações foram realizadas, com um índice de aceitação familiar de 84%, muito acima da média nacional. Para o superintendente do IJF, Dr. João Gilberto Macedo, o evento tem um papel essencial: “Hoje é um momento de gratidão, de memórias e de renovar as esperanças. […] Para que essas famílias que passaram por um momento traumático, um momento tão difícil, puderam oferecer esperança. Essas famílias servem de exemplo.”
A coordenadora da Central de Transplantes no IJF, Aline Alves, reforçou a importância do acolhimento no momento da decisão pela doação: “Quando a família é bem esclarecida, quando tem um acolhimento familiar efetivo, de fato ela adiciona a doação.”
A campanha Maria Sofia também foi lembrada. A influenciadora digital, que recebeu um fígado e teve quatro órgãos doados após sua partida, tornou-se símbolo de uma grande corrente de esperança.
O evento, que está em sua 13ª edição, promove não apenas o reencontro de histórias, mas a valorização de vidas salvas por um gesto simples, porém poderoso: dizer “sim” à doação de órgãos.
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Fonte: gcmais.com.br











