Em uma operação de combate ao crime organizado que se assemelha a uma verdadeira ofensiva contra uma empresa do crime, a Polícia Civil do Ceará revelou um dado curioso e preocupante: integrantes de uma facção criminosa mantinham registros organizados de suas funções, locais de atuação e antecedentes, como se fosse um “RH do crime”. A descoberta foi feita durante a quinta fase da Operação Nocaute, que nesta quarta-feira (20) prendeu 43 suspeitos em ações coordenadas no Ceará, Piauí, Maranhão e Distrito Federal.
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“Essa investigação se iniciou há aproximadamente 10 meses e identificamos uma espécie de cara-crachá que esses indivíduos tinham de serem integrantes dessa organização criminosa. Identificamos cada um deles, qual seria a conduta deles, onde eles residiam, qual era a função deles dentro dessa organização criminosa de origem cearense. E, após individualizarmos a conduta, representamos junto ao Poder Judiciário, e a representação foi 100% deferida”, explicou o delegado da Draco, Thiago Salgado.
A operação mobilizou mais de 200 agentes de segurança e teve como alvo 18 áreas distintas nos estados envolvidos.
Além das prisões, a Polícia Civil concentrou esforços no enfraquecimento financeiro da organização. A Justiça determinou o bloqueio de quase R$ 14 milhões das contas dos investigados.
“Foi pedido o bloqueio de contas bancárias num valor total de aproximadamente 14 milhões de reais. Essa ação de hoje é mais uma ação de enfrentamento ao crime organizado, em que nós buscamos tirar de circulação esses criminosos, bloquear o patrimônio”, destacou Salgado.
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O delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutierrez, e o secretário da Segurança Pública do Ceará, Roberto Sá, reforçaram a importância do trabalho integrado.
“Está havendo uma redução de CVLI (Crimes Violentos Letais Intencionais), mas a gente sabe que ainda há muito a ser feito. Estamos aqui para reafirmar esse compromisso de continuar reestruturando, fortalecendo as instituições, estimulando e valorizando os nossos profissionais de segurança pública”, declarou Sá. A população pode ajudar nas investigações fazendo denúncias anônimas pelo telefone 181.
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Fonte: gcmais.com.br











