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Fila para transplante de córneas no Ceará está zerada há quase uma década

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Fila para transplante de córneas no Ceará está zerada há quase uma década

No Ceará, a fila para transplante de córneas foi zerada há quase dez anos, um marco histórico que mostra o resultado de um trabalho contínuo de conscientização e eficiência do Banco de Olhos do estado, referência nacional no acolhimento e captação de tecidos.

O gesto de doar órgãos e tecidos transforma vidas, como lembra Clévia Lima, analista financeira, que há oito meses autorizou a doação de córneas do pai: “Quando eu cheguei aqui no IML, eu não conhecia essa parte, o Banco de Olhos. Eu já tinha conversado com a minha mãe sobre isso e disse: ‘Se for para doar alguma coisa, a gente vai doar’. Ela respondeu: ‘Pode doar tudo. Tudo que for necessário, você pode doar’.”

No Brasil, a doação só acontece com a autorização da família, o que torna o diálogo sobre o assunto ainda em vida essencial. No Ceará, essa conversa tem feito a diferença. Entre os tecidos mais doados estão as córneas, essenciais para devolver a visão a quem espera pelo transplante.

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Para Lisiane Paiva, coordenadora do Banco de Olhos do Ceará, o trabalho vai além dos hospitais: “Aqui a gente dá oportunidade à família de doar àquela pessoa que morreu em via pública, que não passou pelo atendimento hospitalar. A córnea é um tecido que não passa sangue, por isso é possível a doação dentro da estrutura da PFOS.”

Mesmo com avanços, a falta de informação ainda é um dos principais obstáculos: “A gente sabe que é o rosto que vai ficar exposto, muitas vezes vai receber o carinho do familiar na despedida. Por isso, temos muito zelo e cuidado com a reconstituição da face do doador”, explica Lisiane.

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Para quem doa, a experiência transforma a dor em um legado. Clévia compartilhou: “A gente só tem mesmo que agradecer. Não sabemos quem recebeu a córnea, mas tenho certeza que estão muito bem, com a graça de Deus.”

Do outro lado, há quem recebe essa solidariedade e ganha uma nova chance de vida. É o caso do universitário Isaque Lima, diagnosticado com uma doença ocular progressiva, que recebeu um transplante há dois anos:“Quando descobrimos que a última solução é o transplante, ficamos ansiosos. Mas a recomendação é acalmar o coração e receber esse amor com todo carinho, porque é uma família que amou você sem te conhecer e foi capaz de doar parte de alguém que importava muito.”

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Fonte: gcmais.com.br