Já se passaram dois meses desde a noite de 24 de dezembro, quando um incêndio de grandes proporções atingiu um depósito de sucata na capital cearense, mudando o Natal de várias famílias. Por volta das 23h30, as primeiras chamadas chegaram ao Corpo de Bombeiros Militar do Ceará.
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“Quando chegamos, o fogo já havia se espalhado rapidamente. Mais de 50 bombeiros atuaram no combate, que durou dias devido à grande quantidade de material inflamável”, relatou Haroldo Gondim, coordenador municipal da Defesa Civil. Quatro pessoas ficaram feridas, incluindo dois bombeiros, mas felizmente não houve mortes.
Estrutura comprometida e interdições prolongadas
O incêndio deixou um cenário de destruição, com ferragens retorcidas e estruturas comprometidas. Além do prédio da sucata, que não possuía certificado definitivo de conformidade do Corpo de Bombeiros, outros três imóveis foram totalmente interditados, enquanto cinco residências sofreram interdição parcial.
“O processo de recuperação dentro da própria sucata está lento. As estruturas ainda se encontram bastante colapsadas, com risco interno, mas estamos acompanhando de perto e avaliando novas medidas de segurança”, explicou Haroldo Gondim. Moradores tiveram que evacuar às pressas e, até hoje, muitas famílias ainda contabilizam prejuízos.
Investigação e risco ainda presente
A perícia concluiu que o incêndio foi provocado por uma fonte térmica externa, e a Polícia Civil do Ceará segue investigando quem teria dado início ao fogo. O calor intenso e a fumaça também afetaram imóveis vizinhos, aumentando o impacto da tragédia.
“É uma edificação com pavimentos e a estrutura ainda apresenta risco de colapso. Não há acesso a pessoas, mas precisamos acompanhar cada passo do processo”, destacou Haroldo. Enquanto isso, a Defesa Civil mantém o monitoramento constante e busca soluções para garantir segurança às famílias afetadas.
Sobre a Sucata Chico Alves
A Sucata Chico Alves é um dos estabelecimentos mais tradicionais de Fortaleza e está localizada na Avenida Sargento Hermínio Sampaio, nº 668, no bairro Jacarecanga. Fundada na década de 1970, a sucata se consolidou como uma das mais conhecidas da capital cearense, atuando na comercialização de peças automotivas usadas, sucatas metálicas e materiais reaproveitáveis. Ao longo dos anos, o local se tornou um ponto de referência para mecânicos, comerciantes e moradores de diversas regiões da cidade.
O empreendimento leva o nome do fundador, Chico Alves, que chegou a empregar mais de uma centena de trabalhadores no auge das atividades. A sucata teve papel importante no desenvolvimento econômico da região, acompanhando a transformação da Avenida Sargento Hermínio Sampaio, que deixou de ter perfil predominantemente industrial para se tornar um importante corredor comercial e de serviços de Fortaleza.
Além da relevância econômica, a Sucata Chico Alves também faz parte da memória afetiva da cidade, sendo citada em reportagens e registros históricos como um símbolo da força do comércio popular local. Por décadas, o espaço foi conhecido como ponto de encontro de profissionais do setor e de moradores em busca de peças raras, mantendo-se como uma referência urbana e cultural no cenário fortalezense.
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Fonte: gcmais.com.br











