O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nota oficial nesta quarta-feira (1º) em que manifesta preocupação com a interceptação, pela marinha israelense, das embarcações da “Flotilha Global Sumud”, que levavam ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Entre os passageiros estavam cidadãos brasileiros, incluindo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), além de outros ativistas de direitos humanos.
O Itamaraty ressaltou que recebeu com apreensão as primeiras informações sobre a detenção de brasileiros e reiterou o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais. A nota destacou ainda o caráter pacífico da flotilha, formada por voluntários de várias nacionalidades que levavam alimentos, água e medicamentos para a população palestina.
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O governo brasileiro deplorou a ação militar israelense, classificando-a como uma violação de direitos e um risco à integridade física dos manifestantes. O MRE reforçou que, diante do episódio, passa a ser de responsabilidade de Israel garantir a segurança de todos os detidos.
Na mesma declaração, o Brasil voltou a exortar pelo fim imediato do bloqueio imposto por Israel à entrada e distribuição de ajuda humanitária em Gaza. O Itamaraty afirmou que tais restrições violam o direito internacional humanitário, que estabelece obrigações específicas às potências ocupantes em territórios em conflito.
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De acordo com informações preliminares, a deputada Luizianne Lins estava a bordo do barco Grande Blu, acompanhado de outros nove tripulantes, quando a embarcação foi interceptada próximo à costa de Gaza. Há a expectativa de que os ativistas sejam levados à detenção e posteriormente deportados, a exemplo do que ocorreu com o navio Madlen, em junho deste ano.
A Global Sumud Flotilla reúne representantes de diversos países em uma tentativa de furar o bloqueio marítimo imposto por Israel, considerado ilegal por organismos internacionais e criticado por entidades de direitos humanos. Além de Luizianne, outros brasileiros estavam distribuídos em diferentes barcos da missão, entre eles parlamentares, professores, sindicalistas e comunicadores populares.
A deputada já havia solicitado ao Itamaraty, no dia 17 de setembro, apoio diplomático para a delegação brasileira, formada por 15 pessoas. O ministério respondeu afirmando que acompanhava a situação e estava preparado para oferecer assistência consular em caso de captura. Em 26 de setembro, 37 deputados federais assinaram documento pedindo proteção e medidas do governo federal em favor dos integrantes da flotilha.
Segundo o MRE, a Embaixada do Brasil em Tel Aviv mantém contato direto com as autoridades israelenses para assegurar a assistência consular devida, conforme previsto na Convenção de Viena sobre Relações Consulares. O governo brasileiro informou que seguirá monitorando de perto os desdobramentos do caso e defendendo a integridade de seus cidadãos no exterior.
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Fonte: gcmais.com.br











