A Justiça do Ceará decretou nesta terça-feira (17) a prisão preventiva de Anderson Renan Magalhães Freitas, de 35 anos, principal suspeito de matar a empresária, influenciadora e estudante universitária Ana Karolina de Sousa Silva, de 31 anos, no último sábado (14), em Itapipoca, no Litoral Oeste do Ceará. O crime ocorreu na residência da vítima e chocou a população local pelo nível de violência.
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Segundo a decisão judicial, Anderson Renan e Ana Karolina haviam mantido um relacionamento de cinco anos, e o suspeito não teria aceitado o término. A magistrada destacou que ele já havia ameaçado a vítima e acessado ilegalmente as câmeras de segurança da residência dela. Na manhã do sábado, Ana Karolina retornava de uma confraternização em Paracuru, a 75 quilômetros de Itapipoca, quando encontrou o ex-namorado em sua casa.
O laudo cadavérico apontou que a vítima sofreu cerca de vinte golpes de arma branca, principalmente na região torácica e dorsal, mas também na cabeça. “Após o crime, o acusado teria subtraído o aparelho celular da vítima e uma quantia em dinheiro, empreendendo fuga em uma motocicleta da própria vítima, estando atualmente foragido”, escreveu a juíza na decisão.
Justificativa da prisão preventiva
A magistrada Leslie Anne Maia Campos enfatizou que o investigado permanece foragido e transitou por diferentes municípios, como Itapipoca e Uruburetama, sem localização até o momento. “A fuga após o crime constitui fundamento idôneo para a decretação da prisão preventiva. A medida revela-se necessária e adequada, não se mostrando suficientes ou eficazes as medidas cautelares diversas da prisão, diante da extrema gravidade concreta do delito e da evasão do investigado, o que evidencia não só o seu desprezo à vida em sociedade, mas também à justiça e às leis”, complementou.
Além da prisão, a juíza determinou a quebra do sigilo telemático dos aparelhos eletrônicos pertencentes a Anderson Renan, com o objetivo de coletar informações sobre sua localização e possíveis envolvidos. A decisão reforça a gravidade do caso e a necessidade de medidas imediatas para preservar a ordem pública.
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Contexto da violência contra a mulher no Ceará
O caso de Ana Karolina é o sexto feminicídio registrado no Ceará em 2026, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará. O último crime havia ocorrido em 7 de fevereiro, em Ipaporanga, no Sertão de Crateús, quando Sara da Silva Marques foi morta a pauladas por duas pessoas, incluindo um adolescente de quem ela era madrasta.
Especialistas e autoridades locais reforçam que a sequência de casos evidencia a urgência de políticas públicas de prevenção à violência contra a mulher, assim como a necessidade de respostas rápidas do sistema de Justiça para proteger possíveis vítimas e responsabilizar agressores.
A população de Itapipoca acompanha com preocupação a investigação, enquanto Anderson Renan continua foragido. A prisão preventiva busca garantir que ele seja localizado e submetido à Justiça, evitando riscos adicionais à sociedade.
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Fonte: gcmais.com.br











