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Mulher marca encontro a mando do Comando Vermelho e jovem é morto em motel

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Mulher marca encontro a mando do Comando Vermelho e jovem é morto em motel

Uma investigação da Polícia Civil revelou que um jovem foi atraído para uma emboscada e foi morto após aceitar um encontro marcado por uma mulher em Fortaleza. O crime, segundo as autoridades, teria sido articulado por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

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A vítima foi identificada como João Rennan Lima dos Santos, conhecido pelo apelido de “Puro Amor”. Conforme o inquérito policial, ele foi convencido por uma mulher a sair com ela e, posteriormente, seguir para um motel localizado no bairro Vila Manoel Sátiro, onde acabou sendo surpreendido pelos executores do crime.

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De acordo com as investigações, a estratégia usada pelos criminosos é conhecida no meio policial como “cheiro do queijo” — quando alguém é atraído para um local específico para ser executado. A mulher teria marcado data, horário e local do encontro, pedindo que o jovem não se atrasasse.

Conversas obtidas pela polícia mostram que o contato entre a vítima e a suspeita ocorreu por meio do Instagram. O convite inicial era para um encontro casual, que depois evoluiria para uma ida ao motel.

Jovem morto após ser atraído para encontro em motel

As investigações apontam que o assassinato teria sido motivado por vingança. Conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), João Rennan seria suspeito de envolvimento na morte de uma mulher identificada como Grazielly, que tinha ligação com o Comando Vermelho.

Diante disso, integrantes da facção teriam planejado a execução como forma de represália. Três homens apontados como membros do grupo criminoso foram denunciados à Justiça pelo homicídio.

A suspeita de ter atraído Rennan para ser morto é Ludmila Sampaio Santos. Ela foi presa em janeiro deste ano, e teve um pedido de prisão domiciliar negado em 27 de fevereiro. Ludmila seria integrante da facção criminosa carioca. Essa suspeita se dá por conta de postagens nas redes sociais e deslocamentos a áreas dominadas pela organização, como a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.

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Um dos motivos que levou a Polícia Civil a solicitar a prisão preventiva da mulher foi o fato de ela ter sido classificada como “judas” pela facção GDE, por atrair Rennan à morte. A facção ainda fez uma “homenagem” aos atos criminosos cometidos por Rennan em vida, e mostrou o vídeo de sua execução.

Ludmila é ré no processo com os dois homens apontados como executores do crime: Francisco Roberty Souza Galeno e Antônio Cristian Monteiro de Oliveira.

Antônio Cristian, também integra o CV e, conforme as investigações, é reconhecido pela inteligência policial e por testemunhas como participante de disputas armadas na região onde ocorreu a morte de “Puro Amor”.

Em nota de esclarecimento, a defesa de Cristian afirmou que a acusação se baseia em “interpretações que não encontram suporte em provas materiais robustas e inquestionáveis”

O processo está atualmente na fase de instrução criminal, etapa em que são colhidos depoimentos de acusação e defesa. Após essa fase, a Justiça decidirá se os acusados serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.

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Fonte: gcmais.com.br