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“Não é justo sacrificar o povo”, diz Lula ao criticar rombo bilionário ligado ao banco Master

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“Não é justo sacrificar o povo”, diz Lula ao criticar rombo bilionário ligado ao banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (23), que considera injusto que a população mais pobre seja “sacrificada” enquanto, segundo ele, um cidadão ligado ao banco Master teria causado um prejuízo superior a R$ 40 bilhões. Sem citar nomes, Lula criticou práticas que, de acordo com o presidente, acabam sendo defendidas por parte da sociedade e lembrou que o rombo deverá ser absorvido pelo sistema bancário.

“Não é possível continuar vendo o povo ser sacrificado enquanto um cidadão do banco Master deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. Quem vai pagar são os bancos: Banco do Brasil, Caixa Econômica, Itaú. Um cidadão deu um desfalque de R$ 40 bilhões neste País e ainda tem gente que defende”, afirmou o presidente, ao discursar em Maceió (AL).

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A declaração foi feita durante a cerimônia de entrega de 1.337 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, na capital alagoana. O evento contou com a presença do governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB); do prefeito de Maceió, JHC; e de diversos ministros, entre eles Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), Alexandre Padilha (Saúde), Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Renan Filho (Transportes) e Jader Filho (Cidades).

Sobre o Banco Master

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro de 2025, após identificar graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional, incluindo falhas em gestão de risco e indícios de fraudes de R$ 12 bilhões em títulos falsos. Controlado por Daniel Vorcaro, preso pela PF na Operação Compliance Zero, o banco enfrentava insolvência, com tentativas frustradas de venda ao BRB devido a riscos e falta de transparência.

Impactos e Consequências

A medida encerrou todas as operações do conglomerado, que incluía Banco Master de Investimento e Letsbank, afetando 1,6 milhão de credores com mais de R$ 40 bilhões em investimentos. O FGC garantirá até R$ 250 mil por CPF/CNPJ, mas pagamentos só devem ocorrer em 2026, consumindo até um terço do fundo e fragilizando o sistema. O caso desencadeou liquidações relacionadas, como Will Bank e Reag, ampliando a crise

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Fonte: gcmais.com.br