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Papa Leão XIV cobra transparência das inteligências artificiais e alerta para riscos do uso da tecnologia

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Papa Leão XIV cobra transparência das inteligências artificiais e alerta para riscos do uso da tecnologia

O papa Leão XIV fez um alerta contundente neste sábado (24) sobre os riscos do uso inadequado da inteligência artificial e defendeu mais transparência no desenvolvimento e funcionamento dessas tecnologias. Durante pronunciamento, o pontífice chamou atenção para a forma como a população tem confiado excessivamente em ferramentas digitais, especialmente os chatbots, sem uma postura crítica diante das informações fornecidas.

Segundo o líder da Igreja Católica, há uma tendência preocupante de enxergar a inteligência artificial como uma espécie de entidade infalível. “Muitas vezes há uma confiança ingenuamente acrítica na IA como uma ‘amiga’ onisciente, dispensadora de todas as informações, arquivo de todas as memórias e um ‘oráculo’ de todos os conselhos. Tudo isso pode corroer ainda mais nossa capacidade de pensar”, afirmou. Para o papa, essa relação de dependência pode enfraquecer o pensamento crítico e a autonomia intelectual das pessoas.

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Leão XIV também destacou que os sistemas de inteligência artificial não são neutros e podem reforçar preconceitos e disseminar desinformação. De acordo com ele, os modelos utilizados pelas plataformas digitais refletem as visões de mundo de seus desenvolvedores e os dados com os quais são treinados. “Os modelos de IA são moldados pela visão de mundo de quem os constrói e, por sua vez, podem impor modos de pensar ao reproduzir os estereótipos e preconceitos presentes nos dados que utilizam”, alertou.

Outro ponto enfatizado pelo pontífice foi a falta de transparência na criação dos algoritmos que regulam o funcionamento das inteligências artificiais. Para ele, essa opacidade representa um risco adicional, sobretudo no caso dos chatbots baseados em grandes modelos de linguagem. “São sobretudo os chatbots baseados em grandes modelos de linguagem que se mostram especialmente eficazes na persuasão oculta”, declarou, indicando preocupação com a capacidade dessas ferramentas de influenciar opiniões sem que os usuários percebam.

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Ao final do pronunciamento, o papa defendeu a necessidade de uma alfabetização digital mais ampla, capaz de preparar a sociedade para lidar de forma consciente com as novas tecnologias. Segundo ele, o avanço digital não deve ser interrompido, mas precisa ser regulado e compreendido. “A revolução digital exige uma alfabetização digital para compreender como os algoritmos moldam a nossa percepção da realidade. O desafio que enfrentamos não é deter a inovação digital, mas governá-la, estarmos conscientes do seu caráter ambivalente”, concluiu.

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Fonte: gcmais.com.br