O Porto do Pecém estima que, durante a safra de 2025/2026, o Ceará terá uma média de exportação de 200 contêineres de frutas por semana para os mercados da Europa.
Cada contêiner refrigerado de 40 pés, pode acondicionar até 27 toneladas de variedades de frutas entre melões, melancias, mangas e uvas produzidas nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia.
A temporada de exportação de frutas segue até meados de fevereiro de 2026, com escalas para a Europa sempre às sextas-feiras. Do total embarcado via Pecém, estima-se que cerca de 80% sejam descarregados nos portos de Roterdã (Holanda) e Londres (Inglaterra), enquanto o restante seguirá para outros portos estratégicos da Europa, tais como Antuérpia (Bélgica), Le Havre (França), Sines (Portugal), Hamburgo e Bremerhaven (Alemanha).
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No último fim de semana, o navio MSC Leila, de 335 metros de comprimento, atracou no Porto do Pecém para levar a produção de frutas do Nordeste rumo ao continente europeu. Movido a Gás Natural Liquefeito (GNL) em sua propulsão, tem capacidade de 11.500 TEUs e 10,40 metros de calado. A carga levada pela Linha NWC vai abastecer os supermercados do norte da Europa.
O gerente de Negócios Portuários do Complexo do Pecém, Raul Viana, destaca a linha como fundamental para o escoamento dos produtos de qualidade da fruticultura cearense. “Com operações como essa, nossos clientes têm a certeza de que sua produção vai continuar sempre encontrando um mercado importante na outra ponta, com eficiência, inovação e rapidez”, afirma, lembrando que este é o nono ano consecutivo em que ocorre a parceria com a MSC no atendimento às safras de melão da região de Mossoró (RN) e de manga e uva do Vale do São Francisco (PE e BA), através do Porto do Pecém.
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Para os produtores, a expectativa também é positiva para a safra de melões e melancias no mercado europeu, de acordo com Gabriel Vieira, diretor comercial da Brazil Melon. “Com a oferta local da Espanha agora em menor volume, surge uma boa oportunidade para o Brasil ampliar suas exportações. Além do aumento da demanda, os compradores europeus estão valorizando cada vez mais qualidade, rastreabilidade e práticas sustentáveis, o que favorece produtores preparados para atingir esses patamares e padrões cada vez mais exigentes”, explica.
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Brasil
As exportações do Brasil têm registrado números positivos ao longo das últimas semanas: a balança comercial registrou superávit de US$ 6,133 bilhões em agosto de 2025, conforme dados oficiais divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) – mesmo após entrar em vigor o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros. O resultado representa uma alta de 35,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, sustentado por um crescimento das exportações totais diante da queda das importações.
As exportações brasileiras somaram US$ 29,861 bilhões, o que representa um aumento de 3,9% frente a agosto de 2024. Já as importações recuaram 2%, totalizando US$ 23,728 bilhões. O saldo robusto foi impulsionado pela expansão das vendas para outros parceiros comerciais, como China, México e Argentina, cujas compras cresceram 29,9%, 43,8% e 40,4%, respectivamente.
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Fonte: gcmais.com.br











