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Presidente do BNB destaca os três pontos principais para o desenvolvimento do Nordeste

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Presidente do BNB destaca os três pontos principais para o desenvolvimento do Nordeste

O presidente do Banco do Nordeste (BNB), Wanger de Alencar, destacou três pilares considerados fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do Nordeste durante entrevista ao programa Balanço Geral Ceará Manhã, da TV Cidade Fortaleza, na manhã desta sexta-feira (23). Segundo ele, a atuação histórica do banco, a criação de instrumentos constitucionais de financiamento e as políticas de microcrédito foram decisivas para a transformação da região.

Ao falar sobre a identidade do Banco do Nordeste, Wanger ressaltou que a instituição possui um papel diferenciado no sistema financeiro. “É um banco diferente. É um banco não feito para lucrar e sim para melhorar a vida de muita gente”, afirmou. De acordo com ele, essa característica está diretamente ligada à missão do BNB como banco de fomento e de desenvolvimento.

O primeiro ponto destacado pelo presidente foi a criação do próprio Banco do Nordeste, há 73 anos. Segundo Wanger de Alencar, naquele momento ficou evidente a necessidade de um agente de desenvolvimento mais robusto e estruturado para atuar especificamente na região. “Dentro de uma identidade se identificou efetivamente que precisava de um agente de desenvolvimento mais forte”, disse.

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O segundo marco citado foi a Constituição Federal de 1988, que possibilitou a criação do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Para o presidente do BNB, o fundo é um instrumento essencial para a atração de investimentos e para o fortalecimento da economia regional. Ele classificou a Constituição de 1988 como um divisor de águas ao permitir a estruturação de uma política permanente de financiamento voltada ao desenvolvimento nordestino.

Como terceiro ponto, Wanger de Alencar destacou as políticas de microcrédito, com a criação do Crediamigo e do Agroamigo. Segundo ele, os programas, implantados há cerca de três décadas, representam uma política pública de inclusão social com impacto direto na vida de milhões de pessoas. O Crediamigo é voltado ao microcrédito urbano, enquanto o Agroamigo atende produtores da zona rural.

Para o presidente do Banco do Nordeste, esses marcos foram determinantes para elevar o patamar de desenvolvimento da região. “São marcos importantíssimos para que o nosso Nordeste esteja no outro patamar”, destacou, na ocasião.

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Como ter acesso ao crédito

Durante a entrevista, Wanger ainda explicou como empreendedores podem ter acesso às linhas de crédito citadas, com taxas de juros mais baixas e prazos adequados à dinâmica dos pequenos negócios. “A taxa de juros é totalmente diferenciada”, afirmou, destacando que o modelo foi estruturado para atender quem precisa de capital para manter ou expandir atividades produtivas.

O presidente ressaltou a capilaridade do Banco do Nordeste como um dos principais diferenciais para facilitar o acesso ao crédito. Atualmente, a instituição está presente em 2.074 municípios, com cerca de 300 agências e mais de 1.400 pontos de atendimento, que incluem unidades do Crediamigo e do Agroamigo. Além disso, o banco conta com mais de 3 mil agentes de crédito atuando diretamente junto aos empreendedores. “Onde você vê, o Banco do Nordeste está presente”, lembra ele.

Segundo Wanger de Alencar, quem deseja acessar o crédito pode procurar diretamente um agente do banco ou uma agência mais próxima. Outra alternativa é buscar informações no site oficial da instituição. “Você pode entrar também no site do Banco do Nordeste, bnb.gov.br, e identificar quais são os pontos que você pode procurar”, explicou. Segundo ele, o principal requisito é ter perfil empreendedor. “Se você é empreendedor, pode procurar os nossos agentes porque é o nosso papel”, disse.

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O presidente destacou ainda o alcance social do programa. Atualmente, mais de 4,2 milhões de clientes são atendidos pelo Crediamigo, número que, segundo ele, representa um impacto ainda maior quando se considera o efeito indireto na economia. “Se a gente fizer um cálculo e multiplicar isso por quatro, você pode colocar 16 milhões de pessoas que, de alguma forma, estão sendo beneficiadas com esse tipo de recurso”, afirmou.

Wanger também citou a filosofia de pulverização do crédito como instrumento de desenvolvimento. Ele lembrou um conceito defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao afirmar que “muito dinheiro, na mão de poucos, não gera riqueza”, enquanto “pouco dinheiro, na mão de muitos, gera riqueza, inclusão social e circulação de recursos”.

O presidente do BNB ressaltou que o Crediamigo realiza operações a partir de valores baixos, inclusive de R$ 100, e que há inúmeros casos de empreendedores que começaram com pequenos empréstimos e hoje comandam negócios consolidados.

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Fonte: gcmais.com.br