As primeiras chuvas de 2026 em Fortaleza provocaram alagamentos em diversos bairros, deixando ruas e avenidas intransitáveis e causando transtornos para motoristas e pedestres. A Avenida Raimundo Girão, próximo ao canal, e trechos da José Bastos foram alguns dos pontos mais afetados, com água cobrindo os pneus dos carros e prejudicando o tráfego. “Atenção tem que ser bem redobrada. Porque inclusive já tive até prejuízo com o pneu do carro que caiu dentro daquelas tampas de ferro que sai água, enfim, gera muito transtorno”, relatou Clinton Barros, motorista por aplicativo.
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No bairro José Valter, algumas ruas ficaram quase intransitáveis, lembrando pequenas lagoas, enquanto avenidas como Silas, Munguba, Expedicionários e Raul Barbosa também sofreram com a água acumulada. O motoboy José Gonzaga resumiu a preocupação de muitos: “Os alagamentos, né? Nas avenidas principalmente. Por conta da sujeira que entope os bueiros… a consequência é drástica aqui em Fortaleza, acaba que sofre todo mundo.” O taxista Anderson Magalhães também destacou os transtornos para quem precisa sair de casa e enfrentar áreas historicamente afetadas.
O professor de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Alexandre Queiroz, explica que o crescimento urbano sem planejamento adequado é um dos fatores que agrava o problema. “Você tem, principalmente a partir dos anos 1970, um crescimento urbano que retira a mata ciliar dos rios. Todas essas características naturais são importantes para absorver a chuva, e com a canalização de rios e córregos e ocupação irregular, quando há eventos extremos com chuvas maiores que 100 mm, o acúmulo é inevitável”, afirmou.
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Apesar de obras como o reservatório de contenção de cheias na Avenida Heráclito Graça terem reduzido alagamentos em alguns pontos, especialistas afirmam que mais intervenções são necessárias para prevenir enchentes frequentes. Alexandre Queiroz destaca que é preciso repensar o sistema de drenagem e investir em planejamento urbano que considere a emergência climática. “Hoje existe o conceito de cidades esponjas, intervenções que permitem áreas permeáveis, vegetação e arborização, evitando excesso de concreto e asfalto”, acrescentou.
Moradores reforçam que o problema afeta a rotina e a segurança no trânsito, enquanto autoridades estudam alternativas para minimizar os impactos das chuvas intensas na cidade. A combinação de ocupação irregular, drenagem insuficiente e eventos climáticos extremos torna urgente a adoção de soluções que integrem infraestrutura urbana e preservação ambiental, visando reduzir os transtornos e proteger a população.
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Fonte: gcmais.com.br











