Início » Blog » Rim é o órgão mais doado no país, mas fila de espera por transplante ainda é longa
Ceará

Rim é o órgão mais doado no país, mas fila de espera por transplante ainda é longa

rim-e-o-orgao-mais-doado-no-pais,-mas-fila-de-espera-por-transplante-ainda-e-longa
Rim é o órgão mais doado no país, mas fila de espera por transplante ainda é longa

Apesar de o rim ser o órgão mais transplantado no Brasil, a fila de espera por um novo órgão ainda é uma realidade desafiadora para milhares de brasileiros. No Ceará, a situação não é diferente. Segundo a Central de Transplantes do Estado, os rins lideram o número de procedimentos realizados, mas também concentram a maior demanda entre os pacientes.

>>>Clique aqui para seguir o canal do GCMAIS no WhatsApp<<<

Atualmente, cerca de 3 mil pessoas estão em processo de diálise no Ceará, e metade delas já aguarda na fila por um transplante renal. A complexidade do processo e a logística envolvida na captação de órgãos são apenas alguns dos fatores que tornam essa espera longa e angustiante.

“Eu estou ótimo. Não sinto nada”

Quem venceu essa espera foi o motorista Lavoisier Bandeira. Ele passou dois anos fazendo hemodiálise após ser diagnosticado com problema renal, até receber a tão esperada ligação.

“Eu estou ótimo, não sinto nada. Vou aniversariar quatro anos agora, dia 21 de agosto. Fui chamado cinco vezes e na quinta vez foi a hora certa”, contou.

A história de Lavoisier é um exemplo de superação e esperança para quem, como ele, enfrenta a rotina desgastante da hemodiálise à espera de um doador compatível.

>>>Siga o GCMAIS no Google Notícias<<<

Transplantes: avanços e desafios

De acordo com Eliana Régia Barbosa, orientadora da Central de Transplantes, o rim é o segundo transplante mais realizado no estado, atrás apenas da córnea. No entanto, isso não significa facilidade no processo.

“Por que é diferente da fila do coração, da fila do fígado? Porque um paciente que precisa de um transplante renal, enquanto ele espera pelo seu procedimento, ele está fazendo o tratamento de hemodiálise. Então tem esse tratamento complementar”, explica.

A médica nefrologista Paula Francinete Castelo reforça que o processo exige acompanhamento e preparação:

“O paciente está em hemodiálise ou em diálise peritonial. Ele vai procurar uma unidade, um serviço de transplante para fazer os exames e se preparar para receber o transplante. Então ele se cadastra num serviço e fica fazendo um ambulatório de pré-transplante renal”, esclarece.

“Estou há três anos aguardando um rim”

Quem ainda vive a angústia da espera é a recepcionista Natália Rocha. Diagnosticada com problemas renais aos 18 anos, ela precisou retirar um dos rins e depende da hemodiálise para sobreviver.

“Já fui chamada três vezes, mas nenhuma das vezes deu certo. Hoje é a quarta vez que fui chamada. A expectativa está altíssima. Sou a primeira reserva, né? Então, pedindo a Deus e a Nossa Senhora que dê tudo certo”, relata emocionada.

Doar é um ato de amor

A doação de órgãos não só transforma vidas — ela salva. Um exemplo inspirador é o da influencer Maria Sofia, que teve complicações de saúde e precisou de um transplante de fígado. Após sua morte, sua família autorizou a doação de seus órgãos, que beneficiaram quatro pessoas.

Em homenagem à jovem, familiares iniciaram uma campanha de conscientização sobre a importância da doação, com apoio do Grupo Cidade, reforçando que um gesto de amor pode significar a vida para quem está à espera.

Leia também | Ceará registrou mais de 200 transplantes de órgãos entre janeiro e junho de 2025

>>Acompanhe o GCMAIS no YouTube<<<

Fonte: gcmais.com.br