A Polícia Militar do Ceará (PMCE) passou a cumprir, de forma sistemática, mandados de prisão ao longo de 2025 por meio do Programa de Cumprimento de Mandados de Prisão (Procumpri). A iniciativa do Governo do Estado funcionou inicialmente de forma experimental e foi oficialmente regulamentada em dezembro, ampliando a participação da PM em ações tradicionalmente executadas pela Polícia Civil.
>>>Clique aqui para seguir o canal do GCMAIS no WhatsApp<<<
Segundo o secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Roberto Sá, das cerca de 43 mil diligências realizadas para cumprimento de mandados de prisão em 2025, aproximadamente 80% tiveram a atuação direta da Polícia Militar. O número expressivo evidencia o impacto do novo modelo na ampliação da capacidade operacional das forças de segurança.
Durante o período experimental do Procumpri, foram realizadas 1.935 capturas de pessoas com mandados de prisão em aberto. Entre os alvos localizados, 350 respondiam por crimes relacionados a mortes violentas, enquanto 130 eram suspeitos de integrar organizações criminosas, considerados de alta periculosidade.
Fortaleza concentrou o maior número de capturas realizadas por meio do programa, com 1.052 pessoas presas. Na sequência aparecem os municípios de Maracanaú, com 82 capturas, Caucaia, com 55, e Sobral, com 52, demonstrando a expansão da iniciativa para diferentes regiões do estado.
>>>Siga o GCMAIS no Google Notícias<<<
Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (8), durante a divulgação do balanço da segurança pública de 2025, Roberto Sá explicou que a Polícia Civil segue responsável pelas investigações e pela solicitação das medidas judiciais. No entanto, o grande volume de mandados em aberto motivou a inclusão da Polícia Militar nesse trabalho, otimizando o uso do efetivo disponível.
Para dar suporte à nova estratégia, a SSPDS desenvolveu um aplicativo que permite a consulta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) de forma detalhada, por cidade, bairro ou tipo de crime. A ferramenta também possibilita a atualização do sistema com informações de campo, como endereços inexistentes, alvos já presos ou falecidos, contribuindo para a qualificação dos dados.
Um segundo aplicativo foi criado para monitorar as diligências, permitindo o acompanhamento da produtividade por unidade, instituição e área geográfica. De acordo com o secretário, o modelo adotado no Ceará é inovador no país. “Foram cerca de 37 mil diligências e centenas de prisões efetuadas também pela Polícia Militar nesse novo formato, que acreditamos não ter paralelo no Brasil”, destacou Roberto Sá.
Leia também | Dupla é presa em Fortaleza após anunciar na internet equipamentos eletrônicos furtados
>>>Acompanhe o GCMAIS no YouTube<<<
Fonte: gcmais.com.br











