Na noite desta terça-feira (23), embarcações da Global Sumud Flotilla (GSF), que seguem rumo à Faixa de Gaza com ajuda humanitária, foram alvo de um ataque com drones enquanto navegavam em águas internacionais do Mar Mediterrâneo. A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), ex-prefeita de Fortaleza e integrante da delegação brasileira, relatou o caso nas redes sociais e classificou a ação como uma tentativa de intimidação e sabotagem.
“Gente, nós estamos nesse momento passando por uma situação de emergência. Está tendo um ataque de drones aqui sobre as embarcações da flotilha. É uma tentativa clara de intimidar as embarcações que estão levando ajuda humanitária a Gaza. É uma tentativa de sabotar através de drones à Global Sumud Flotilla que está a caminho de Gaza para levar mantimentos”, relatou Luizianne em vídeo.
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Segundo a parlamentar, sete explosões foram ouvidas nas imediações dos barcos, lançadas por artefatos transportados pelos drones. Apesar do susto, Luizianne confirmou que está bem e cumpre os protocolos de emergência a bordo do barco Grande Blu, que integra a frota internacional. Até o momento, não há registro de feridos entre os 15 brasileiros que compõem a delegação.
Em outro vídeo, o ativista Thiago Ávila, que também participa da missão, explicou que os artefatos utilizados são parte de uma estratégia de guerra psicológica. “Todos os dispositivos que eles estão usando agora são característicos da guerra psicológica. Eles não são os dispositivos mais letais. Não são bombas incendiárias. Não são explosivos fortes”, afirmou.
A Global Sumud Flotilla reúne representantes de 44 países, incluindo ativistas, parlamentares, médicos e líderes sociais, como a ambientalista sueca Greta Thunberg. O objetivo da missão é romper simbolicamente o bloqueio naval imposto por Israel à Faixa de Gaza e entregar alimentos, água potável e suprimentos médicos à população palestina, que vive uma crise humanitária agravada pelos conflitos recentes.
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Este é o segundo ataque em dois dias contra embarcações do grupo. No último dia 10, uma das embarcações já havia sido atingida por um drone no porto de Sidi Bou Said, na Tunísia. Na ocasião, Luizianne ainda não havia embarcado. Desta vez, as explosões ocorreram em alto-mar e ainda estão sendo investigadas pelos responsáveis pela missão.
A deputada informou que os ataques foram comunicados oficialmente ao Governo brasileiro, com pedido de acompanhamento permanente e reforço das medidas diplomáticas para garantir a proteção da delegação. Em nota, os organizadores da missão reiteraram que ações humanitárias como essa são protegidas pelo Direito Internacional Humanitário e não podem ser alvo de hostilidade.
Organizações internacionais de direitos humanos e diversas lideranças já foram acionadas para denunciar o ocorrido e pressionar por ações imediatas da comunidade internacional. A flotilha continua em alerta, mas segue em direção ao território palestino, com a missão de entregar os suprimentos aos civis.
“A tentativa de silenciar e impedir ações humanitárias não pode ser tolerada e exige resposta imediata”, afirmam os representantes da Global Sumud Flotilla. A expectativa é de que novos comunicados oficiais sejam divulgados à medida que as embarcações se aproximam da costa de Gaza.
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Fonte: gcmais.com.br











