Ceará

Ceará é referência nacional e um dos estados que mais realiza transplantes de fígado

ceara-e-referencia-nacional-e-um-dos-estados-que-mais-realiza-transplantes-de-figado
Ceará é referência nacional e um dos estados que mais realiza transplantes de fígado

De acordo com dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, no ano passado, o Ceará ocupou a primeira posição entre os estados do Norte e Nordeste no número de transplantes de fígado, com 210 procedimentos realizados. Este ano, a quantidade de transplante do órgão já chegou 68. O Grupo Cidade de Comunicação apoia a causa da doação de órgãos por meio da Campanha Maria Sofia, que incentiva essa corrente de amor, esperança e vida.

>>>Acompanhe o GCMAIS no YouTube<<<

“Somente o Estado do Ceará, Distrito Federal, São Paulo e Paraná fazem mais de 30 transplantes de fígado por milhão de habitantes, no entanto, nós precisamos fazer mais ainda porque a população do Ceará tem em torno de 9 milhões, mas a população assistida é muito maior, pois estados que não recebem transplantes são encaminhados para nosso estado”, esclarece Huygens Garcia – Chefe do Setor de Transplante de fígado do HUWC

Há quase sete anos, complicações na saúde fizeram Jailma Leal passar por um momento difícil. Após o diagnóstico de cirrose hepática autoimune, ela precisou passar por um transplante de fígado. “Quando ela falou que seria de um cadáver eu fiquei assustada, eu não entendia nada disso, aos poucos foi caindo a minha ficha, eu não alcançava ainda a gravidade, então fiquei na fila e recebi o fígado, tive uma nova chance de reviver”, diz a universitária Jailma Leal.

>>>Clique aqui para seguir o canal do GCMAIS no WhatsApp<<<

No Ceará, a ACEPHT, Associação Cearense de Transplantados Hepáticos, acolhe pacientes do estado e também de fora, há mais de vinte anos. “A gente dá o suporte nos primeiros momentos de receber esse medicamento com autorização deles, mandar via Sedex para a região dele, para a casa dele até eles começarem a receber na sua própria cidade”, afirma Suzana do Nascimento, vice-presidente da ACEPHT

Um dia acolhida, hoje, Jailma é voluntária na associação. Ajuda outros pacientes que também necessitam dos cuidados. Cinco anos após o transplante, ela ainda é acompanhada por profissionais e mantém hábitos saudáveis. Voltou a estudar e agora aproveita a nova vida que ganhou através de um ato de amor.

“Diga SIM à doação de órgãos. Converse com a sua família, com seus filhos, com seus amigos sobre a importância de ser um doador de órgãos”, reforça Jailma.

Atualmente, 150 pacientes aguardam um transplante de fígado no estado. E apesar do destaque no número de procedimentos realizados, a recusa de familiares ainda é alta no Ceará. Por isso, conversar e informar o desejo de doar órgãos e tecidos é fundamental para salvar vidas. ”

A transplantação no Brasil é motivo de orgulho nacional porque não há nenhuma influência política econômica ou social. O paciente é transplantado de acordo com critérios científicos previamente estabelecidos através da literatura internacional”, finaliza Huygens Garcia

Leia também | Ceará registra mais de mil transplantes de córnea em 2023; segundo maior do país

 

Fonte: gcmais.com.br